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Ipam atinge meta de mais 8 mil hectares protegidos em propriedades privadas

Projeto chegou a 32 contratos e 28 mil hectares de vegetação nativa conservada que poderia ser desmatada legalmente

Fernanda Pressinott, da CNN Brasil, São Paulo
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O Conserv, mecanismo idealizado pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) que remunera proprietários rurais para manterem o excedente de vegetação nativa, ultrapassou a meta prevista de hectares protegidos em sua segunda etapa. Mais de 8 mil hectares, que poderiam ser desmatados legalmente, foram conservados desde julho de 2024.

Os novos contratos foram firmados em Mato Grosso (Sapezal, Nova Maringá e Tangará da Serra) e em Maranhão (Balsas, Tasso Fragoso e Fortaleza dos Nogueiras).

Com isso, o Conserv chegou a 32 contratos firmados com produtores rurais e empresas nos estados de Mato Grosso, Pará e Maranhão, entre 2020 e 2025, com o total de mais de 28 mil hectares de vegetação nativa protegida nos biomas Amazônia e Cerrado.

Para participar do Conserv, as propriedades passam por verificação de cumprimento à lei, como manutenção dos excedentes, de Reserva Legal e APPs (Áreas de Preservação Permanente), com monitoramento remoto contínuo e vistoria in loco.

A remuneração depende do valor médio de arrendamento na região, atributos ambientais das áreas contratadas e índice de prioridade de conservação.

“Temos notado um aumento no interesse dos produtores rurais em incentivos financeiros de conservação, o que abre espaço para novos modelos de incentivo a médio prazo”, afirma Fernanda Xavier, coordenadora do Ipam em Mato Grosso. “Não houve desistência nem rejeições significativas neste período, o que demonstra a aderência dos participantes”, completa.

Ainda, pesquisas iniciais para coletar percepções dos participantes e indicadores do projeto sinalizam o investimento do recurso recebido pela iniciativa nas propriedades, como aquisição de bomba de água para caminhão-pipa, compra de mudas nativas para reflorestamento e melhoria das condições de alojamento para os funcionários.

Além de contribuir tecnicamente com iniciativas do governo brasileiro com base na experiência e conhecimento do Conserv, o Ipam está desenvolvendo modelos de negócios baseados no mecanismo para que ele possa ganhar escala.

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