IPC-S avança 0,44% na terceira quadrissemana de maio, diz FGV
Setor de habitação foi o que mais contribuiu com o indicador, com destaque para a tarifa de eletricidade residencial
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), divulgado nesta segunda-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), aponta que os itens que compõem as despesas de famílias brasileiras apresentaram alta de 0,44% nas últimas quatro semanas, em relação às quatro semanas anteriores. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação registrada pelo indicador chega a 10,21%.
A atualização semanal do IPC-S substitui a semana mais recente pela mais antiga das quatro analisadas.
A redução da conta de energia, provocada pela mudança da bandeira tarifária em abril, desacelerou e saiu de -15,45% para -12,77%. Segundo os pesquisadores, foi o dado que mais impactou no índice. Por isso, o setor de habitação fechou em -2,26%, ainda em queda, mas menor que a aferida -2,98% entre 23 de março e 22 de abril.
Além da habitação, outras duas das oito classes de gastos que compõem o indicador registraram acréscimo em suas taxas: transportes, que saiu de 1,1% para 1,17%, e vestuário, que foi de 1,19% para 1,25%. Nesses setores, tiveram destaque a gasolina (0,68% para 0,97%) e calçados femininos (0,69% para 1,01%).
As taxas de alimentação, saúde e cuidados pessoais, educação, leitura e recreação, comunicação e despesas diversas ainda sobem, mas em velocidade menor.
O IPC-S avalia o poder de compra de famílias entre um e 33 salários-mínimos mensais (de R$ 1.212 a R$ 39.996) e os valores são pesquisados entre o 1º e o último dia do mês de referência.
*Sob supervisão de Stéfano Salles


