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    IPCA-15 deve trazer deflação de 0,3%, aponta economista

    André Braz, do FGV Ibre, avalia que resultado será impulsionado pela queda no preço da gasolina e desaceleração dos alimentos

    Tanto em julho quanto em agosto, a gasolina foi a grande responsável pela deflação no IPCA medido pelo IBGE
    Tanto em julho quanto em agosto, a gasolina foi a grande responsável pela deflação no IPCA medido pelo IBGE ESTADÃO CONTEÚDO

    Pauline Almeidada CNN no Rio de Janeiro

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta terça-feira (27) o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de setembro. Para o economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), André Braz, a taxa – considerada a prévia da inflação do mês – deve ser de -0,30%.

    O resultado, segundo o especialista, deve ser influenciado especialmente pela queda no preço da gasolina, em torno de 9,5%.

    “Como a gasolina pesa muito, compromete quase 6% do orçamento familiar, a cada 1 p.p. de recuo da gasolina, você tem uma contribuição de -0,06 p. p. A gasolina vai ser o grande destaque do número negativo que o IPCA-15 deve apresentar”, colocou à CNN.

    No dia 1º de setembro, a Petrobras anunciou uma diminuição no valor da gasolina às distribuidoras, a quarta em menos de dois meses. Na ocasião, o litro foi de R$ 3,53 para R$ 3,28, uma queda de 7%.

    Na última semana, o boletim da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostrou que o combustível está sendo vendido no país, em média, a R$ 4,88, uma redução de quase 34% desde o mês de junho, quando o preço chegou a R$ 7,39.

    Tanto em julho quanto em agosto, a gasolina foi a grande responsável pela deflação no IPCA medido pelo IBGE. No mês passado, por exemplo, foi registrada uma redução de 11,64% no valor do combustível.

    Para o IPCA-15 de setembro, André Braz também projeta uma contribuição dos alimentos e bebidas, com deflação de 0,3% no grupo. No segmento da alimentação em domicílio, a deflação deve chegar a 0,6%.

    “Os alimentos são os vilões da inflação quando você analisa pela taxa acumulada nos últimos 12 meses, mas essa desaceleração que vem acontecendo na margem também deve contribuir para o número negativo de amanhã”, apontou.

    No acumulado de 12 meses, o IPCA dos alimentos e bebidas foi de 13,43% em agosto, mas, considerando apenas o mês passado, a taxa foi de 0,24%, com quedas em produtos como tomate, batata e óleo e a paralisação da subida expressiva do leite.

    Com o resultado que vem sendo delineado, Braz projeta uma inflação de 5,7% para 2022. Nesta segunda-feira (26), o mercado revisou para baixo a expectativa para este ano, que foi para 5,88%, segundo divulgação do Boletim Focus. No mesmo documento, a estimativa para o IPCA-15 de setembro é de -0,15%.