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    Jaques Wagner: Lula foi claro que tudo bem cortar gastos, mas não sobre o social

    Presidente da República demonstrou preocupação nesta semana com nível de renúncias fiscais

    Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA), concede entrevista após reunião de líderes que tratou sobre o PL 914/2024, que cria o Programa Mobilidade Verde (Programa Mover) e prevê taxa de importação de 20% para compras internacionais até 50 dólares. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
    Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA), concede entrevista após reunião de líderes que tratou sobre o PL 914/2024, que cria o Programa Mobilidade Verde (Programa Mover) e prevê taxa de importação de 20% para compras internacionais até 50 dólares. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado 04/06/2024 - Jonas Pereira/Agência Senado

    do Estadão Conteúdo

    O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou sua equipe a buscar formas de cortar gastos no orçamento da União, desde que não afetem áreas sociais. Wagner não especificou quais seria a área social, mas indicou que o caminho para o corte de gastos do governo passa por despesas tributárias.

    “O presidente está sempre debruçado com isso. Só que a despesa não é oriunda só do Executivo. Há várias despesas que são despesas tributárias. O presidente já foi claro pra mim, corte de gasto tudo bem, só não vou fazer corte de gasto em cima do social. Aí tem que ter a criatividade da equipe dele pra ver onde é que pode cortar gastos. Mas repare, eu não vou embarcar nesse navio, de que tudo é cortar de gasto”, afirmou Wagner.

    Um dos assuntos na pauta do governo é o corte de gastos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disseram, na segunda-feira (17), após reunião com Lula, que o presidente está preocupado com o volume de renúncias fiscais e de benefícios financeiros.

    Segundo os dois, essas renúncias chegaram a R$ 646 bilhões em 2023 e Lula estaria “mal impressionado” com o crescimento desses gastos.

    Wagner também comentou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 10,5% ao ano. Disse ser uma “política contracionista”.

    “O que eu sei é que a taxa de juros chamada de neutra, calculada por eles, é 8,5%. Então quando você mantém 10,5%, você aponta para uma política contracionista”, afirmou.