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    JPMorgan aumenta previsão da Selic para 10% até o final do ano, com redução da meta fiscal

    Projeção anterior era de 9,5%; aperto das condições financeiras foi outro motivo apontado pelo banco

    JPMorgan Chase
    JPMorgan Chase REUTERS/Mike Segar

    Reuters

    O banco J.P.Morgan passou a prever que a Selic terminará este ano em 10%, ante projeção anterior de 9,5%, antecipando três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual cada na taxa básica de juros a partir de maio.

    Em relatório divulgado nesta segunda-feira (22), a economista-chefe para Brasil do J.P.Morgan, Cassiana Fernandez, e o economista Vinicius Moreira destacaram que o aperto das condições financeiras globais e a redução da meta fiscal do país para 2025 alteram provavelmente a avaliação do balanço de riscos do BC para a inflação.

    “De fato, muitos membros do Copom parecem ter reconhecido essa possibilidade, abrindo a porta para romper o forward guidance dado na última reunião de um corte de 0,50 p.p. na reunião seguinte”, disseram.

    “Nesse contexto, agora achamos que o Copom fará um corte de 0,25 p.p. na reunião de maio, em duas semanas.”

    Eles destacaram que o câmbio e as expectativas de inflação são os principais canais pelos quais os eventos recentes afetam os cenários do BC, ponderando que o ciclo de política monetária ainda dependerá fortemente de outras variáveis, como pressões inflacionárias domésticas e o crescimento do PIB.

    “No entanto, os tópicos das dinâmicas fiscal e externa devem ser particularmente importantes em ditar a taxa terminal”, afirmaram os economistas.

    Eles disseram ver chances crescentes de novas decepções no campo fiscal e também de os juros nos EUA permaneceram altos por mais tempo — o que mantém um viés de alta para o risco de a taxa Selic fechar o ciclo de cortes acima de 10%.