Juro real do Brasil se mantém como o segundo maior do mundo; veja ranking
Na primeira superquarta de 2026, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a Selic – taxa básica de juros – em 15% ao ano

O Brasil se firmou como o país com a segunda taxa de juro real mais alta no ranking global, abaixo de Rússia e acima de Turquia e México, conforme levantamento do MoneYou, consultoria econômica, em parceria com a Lev Intelligence.
Na primeira superquarta de 2026, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a Selic – taxa básica de juros – em 15% ao ano, maior patamar desde 2006.
Com a decisão do Banco Central, o Brasil se firma à 2ª colocação no ranking mundial de juros reais. Na projeção, a taxa de juro do Brasil, descontadas a inflação projetada para os próximos 12 meses, é de 9,23%
A taxa real é uma combinação de inflação projetada para os próximos 12 meses, via coleta do relatório Focus do Banco Central de 3,98% e a taxa de juros DI a mercado dos aproximados próximos 12 meses no vencimento mais líquido (27 de janeiro).
Em termos nominais, o Brasil permanece na 4ª colocação, acima de Colômbia, México e África do Sul e abaixo de Turquia, Argentina e Rússia. O levantamento considerou os 40 países mais relevantes do mercado de renda fixa mundial nas últimas duas décadas.
Veja ranking
BC mantém taxa de juros
A manutenção da Selic pelo Banco Central nesta quarta-feira era amplamente aguarda pelo mercado. O presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, tem indicado dependência dos dados para a tomada de decisões.
Números recentes do mercado de trabalho mostram que o desemprego segue nas mínimas históricas, indicando uma economia ainda aquecida.
Por outro lado, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) segue gradualmente para o centro da meta, enquanto o dólar mantém sinais de arrefecimento no mercado doméstico.
Em nota, analistas do Santander reforçam que o cenário desde início de 2026 está bastante semelhante ao de dezembro, quando o Copom realizou a última reunião de 2025 e optou por deixar os juros em 15% pela quarta decisão seguida.


