Juros para novos empréstimos sobem e taxa do consignado CLT cai em novembro

Volume de novos empréstimos e financiamentos caiu 1,4% em novembro, ao somar R$ 637,5 bilhões

Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília
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A taxa média mensal de juros das operações de crédito consignado com recursos livres para trabalhadores do setor privado caiu para 3,83% em novembro, segundo dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira (26). Em outubro, estava em 3,94%.

Apesar do recuo registrado, a taxa de juros média das operações de crédito consignado para profissionais CLT equivale ao dobro da praticada nas operações de aposentados (1,80%) e servidores (1,78%).

Com o objetivo de ampliar a oferta de empréstimo consignado, o governo federal lançou em março o programa “Crédito do Trabalhador”.

Por ser crédito consignado, a parcela do empréstimo é debitada diretamente da folha de pagamentos do trabalhador, o que dá mais segurança aos bancos, que por sua vez, conseguem ofertar taxa de juros mais baratas.

As concessões de novas operações de crédito atingiram R$ 637,5 bilhões no mês passado. Nas séries sazonalmente ajustadas, ou seja, que passaram por um processo de ajuste para remover as flutuações sazonais, as concessões totais caíram 1,4% no mês, com recuos de 2,2% nas contratações com pessoas jurídicas e de 0,6% com pessoas físicas.

A taxa média de juros em novos empréstimos situou-se em 31,9% ao ano. Em outubro, estava em 31,8% ao ano. Nas operações com empresas, os juros ficaram em 20,6% a.a., enquanto nas operações pactuadas com as famílias, a taxa média de juros ficou em 37% a.a.

Já a taxa média de juros aplicada por instituições financeiras em operações com recursos livres, ou seja, com recursos negociados com o mercado, subiu para 46,7% ao ano em novembro. O dado considera as operações com pessoas físicas e empresas. É uma alta de 0,6 ponto percentual no mês. A alíquota alcançou o seu maior patamar para o mês desde 2016, quando ficou em 52,9%.

O spread bancário — que mede a diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação — alcançou 20,9 pontos percentuais, com incrementos de 0,1 p.p. no mês e de 3,5 p.p. em 12 meses.

Considerados os atrasos superiores a 90 dias, o percentual de inadimplência das operações de crédito permaneceu em 3,8%, com estabilidade no mês e aumento de 0,7 p.p. em 12 meses.

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