Justiça determina liberação do acesso ao terminal da Cargill no Pará

Decisão judicial anula bloqueio de indígenas no porto fluvial do Pará que protestavam contra dragagem do rio Tapajós

Ana Mano, da Reuters
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A Justiça brasileira determinou na noite de quarta-feira (19) a liberação do acesso ao terminal portuário fluvial de Santarém (PA), onde opera a empresa de comércio de grãos Cargill, segundo decisão assinada pelo juiz federal Shamyl Cipriano vista pela Reuters.

A portaria das instalações da Cargill tem sido bloqueada por grupos indígenas que protestam contra os planos de dragagem do rio Tapajós.

Na sexta-feira passada, a Justiça federal emitiu uma decisão obrigando o governo a adotar medidas em 48 horas para remover os manifestantes e restabelecer o acesso às instalações da Cargill no Estado do Pará.

Procuradores federais disseram à Reuters que recorreram da decisão, argumentando que a sentença ignorava normas do Conselho Nacional de Justiça, que exigem a participação direta dos povos indígenas e a realização de audiências de mediação antes de qualquer remoção.

Isso levou à anulação da sentença no domingo, disseram os procuradores, antes do restabelecimento na quarta-feira, que representou uma vitória para a Cargill.

Os procuradores estão analisando a decisão judicial mais recente.

A Cargill recusou-se a comentar.

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