Lagarde diz que BCE terá de agir de forma 'enérgica' se inflação disparar

Presidente ressaltou que, apesar da ameaça, os juros básicos da zona do euro não serão elevados até que haja informações "suficientes" para avaliar o provável impacto do conflito

Sergio Caldas*, do Estadão Conteúdo
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O BCE (Banco Central Europeu) terá de responder de forma "enérgica" se a inflação ameaçar ficar significativamente acima da meta por um período prolongado, como resultado da guerra no Oriente Médio, afirmou a presidente do BCE, Christine Lagarde, nesta quarta-feira (25).

Lagarde ressaltou, porém, que os juros básicos da zona do euro não serão elevados até que haja informações "suficientes" para avaliar o provável impacto do conflito.

"Se esperarmos que a inflação se desvie de forma significativa e persistente da meta, a resposta deve ser adequadamente enérgica ou persistente", disse Lagarde em discurso.

Segundo ela, o momento é de profunda incerteza sobre a perspectiva econômica, embora o atual choque nos preços de energia seja menor do que o de 2022.

Lagarde acrescentou ainda que é "muito cedo" para saber como o BCE precisará agir.

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