Lamento, mas vamos dialogar, diz Alckmin sobre tarifas dos EUA sobre aço

Vice-presidente relembrou que negociações com Washington para flexibilizar taxas começaram em março, antes mesmo da elevação do imposto de 25% para 50%

Gabriel Garcia, da CNN, Brasília
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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (4), que “lamenta" a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ampliar as tarifas de importação sobre produtos de aço e alumínio para 50%.

“Lamento, mas o caminho é incentivar ainda mais o diálogo. Vamos aprofundar esse diálogo e destacar que o Brasil não é problema para os EUA”, disse.

Alckmin relembrou que as negociações com Washington para flexibilizar essas tarifas começaram em março, antes mesmo da elevação do imposto de 25% para 50%. Os dois países chegaram a estabelecer um grupo de trabalho para tratar do tema.

Diversas videoconferências entre autoridades técnicas dos dois governos já ocorreram nesse período.

As tarifas de 50% sobre produtos de aço e alumínio importados pelos Estados Unidos entraram em vigor à 1h01 desta quarta-feira — 0h01 pelo horário de Washington —, conforme decreto assinado pelo presidente Donald Trump na véspera.

A medida dobra as tarifas de 25% estabelecidas pelo republicado em fevereiro deste ano e tem efeito direto nas exportações brasileiras, que ocupam o segundo lugar na venda de aço ao mercado norte-americano.

Questionado sobre as estratégias de defesa comercial que serão adotadas pelo governo para prevenir um possível redirecionamento das exportações globais para o Brasil, Alckmin destacou a decisão do governo de renovar por 12 meses o sistema criado no ano passado para proteger a indústria siderúrgica nacional de importações excessivas.

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