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    Lula vai mandar contraproposta para acordo UE-Mercosul em até três semanas

    Presidente disse que o Brasil elaborou uma resposta aos europeus e novo documento está sendo discutido pelos países do Mercosul

    Lula prometeu à comunidade internacional reformular a política climática do Brasil
    Lula prometeu à comunidade internacional reformular a política climática do Brasil REUTERS/Yves Herman

    Da Reuters

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (18) que enviará à União Europeia (UE) uma contraproposta sobre o adiado acordo comercial com o bloco sul-americano Mercosul nas próximas duas ou três semanas.

    Após a cúpula de dois dias UE-Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos), em Bruxelas, Lula disse que o Brasil elaborou uma resposta que agora está sendo discutida pelo bloco do Mercosul, bloco que também inclui Argentina, Paraguai e Uruguai.

    “Em duas ou três semanas entregaremos a proposta definitiva à União Europeia”, disse Lula a repórteres, acrescentando que acredita que a UE “facilmente” concordará com o novo texto.

    A UE e o Mercosul concluíram as negociações em 2019, mas o acordo está suspenso devido a preocupações com o desmatamento da Amazônia e o compromisso do Brasil com a ação contra as mudanças climáticas.

    Após ser eleito no ano passado, Lula prometeu à comunidade internacional reformular a política climática do Brasil.

    A Comissão propôs colocar um anexo no acordo para mostrar os compromissos sobre desmatamento e outras áreas de sustentabilidade e aguarda a resposta do Mercosul.

    Em Bruxelas, Lula disse que “pela primeira vez” estava otimista com a conclusão do acordo ainda este ano.

    Embora a cúpula UE-Celac tenha marcado uma nova era de maior cooperação política e econômica entre os líderes europeus, latino-americanos e caribenhos, a reunião foi ofuscada por disputas políticas sobre como lidar com a guerra da Rússia na Ucrânia.

    O líder brasileiro irritou os países ocidentais no início deste ano, quando sugeriu que o Ocidente estava “encorajando” a guerra ao armar a Ucrânia.

    Lula disse ser necessário que os países “convençam a Rússia e a Ucrânia de que a paz é o caminho certo a seguir”.