Medidas não têm objetivo de aumentar carga tributária, diz secretário

Na avaliação de Guilherme Mello, pacote de alternativas apresentado "corrige distorções" tributárias

Da CNN Brasil
Secretário de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, em entrevista ao CNN Money na sede do Ministério da Fazenda em São Paulo
Secretário de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, em entrevista ao CNN Money na sede do Ministério da Fazenda em São Paulo  • Reprodução: CNN Money
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O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, disse nesta sexta-feira (13) que o conjunto de medidas fiscais anunciadas pela pasta, até o momento, não teve como objetivo aumentar a carga tributária do Brasil.

Em maio, o governo publicou um decreto aumentando o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre diversas alterações. Após a repercussão negativa das medidas, houve recuo de parte das medidas e a publicação de uma medida provisória, que propõe, entre outras medidas, ampliar a taxação sobre bets para 18%.

"Todas as medidas tomadas pelo Ministério da Fazenda até aqui não foram de aumento da carga tributária, mas foram de redução de distorções e benefícios indevidos, que beneficia apenas uma pequena parcela da população, fazendo com que a maior parte do povo brasileiro tivesse que pagar mais imposto para sustentar esses benefícios de quem mora na cobertura", disse Mello.

A declaração foi realizada durante a divulgação  no "Estudo da SPE: impactos da reforma do IRPF (PL 1.087/2025) na progressividade e desigualdade de renda", elaborado pela Secretaria de Política Econômica (SPE), nesta sexta-feira (13).

Na noite de quarta-feira (11) o governo publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) a MP, que traz uma série de medidas para compensar a revisão do IOF.

Dentre elas, estão novas alíquotas de imposto sobre aplicações financeiras, aumento na tributação de "bets" e taxação de títulos antes isentos. A estimativa de aumento da arrecadação com estas medidas é de R$ 10,5 bilhões em 2025 e R$ 20,9 bilhões em 2026.

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