Mercado corta expectativa para inflação em 2026, mostra Focus

Estimativas para taxa de juros Selic, crescimento econômico e câmbio neste ano e no próximo foram mantidos pelos economistas

Gisele Farias, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O mercado financeiro voltou a reduzir levemente a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 2026, conforme boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (19).

Os especialistas consultados pelo Banco ⁠Central passaram a ver a inflação brasileira ligeiramente mais baixa este ano, em 4,02%, sendo que na última semana, a projeção divulgada foi de 4,05%. Para 2027, o mercado mantém a projeção de 3,80% ‌ao ‍final do ano e de 3,50% em 2028.

O centro da meta oficial ‍para o IPCA é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual ⁠para mais ou menos, ou seja, até 4,5%. A inflação fechou o ano de 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta pela 1ª vez desde 2023, segundo divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) neste mês.

Em relação ao PIB (Produto Interno Bruto), a Selic e taxa de câmbio, as medianas permaneceram inalteradas tanto para 2026 quanto para 2027.

O mercado espera que a taxa de juros termine 2026 em 12,25% ao ano.

As apostas para o início do ciclo de queda dos juros pelo BC (Banco Central) em março ganharam mais força entre as instituições bancárias após o tom mais duro da autarquia na última reunião de 2025, segundo a Febrabran (Federação Brasileira de Bancos).

O levantamento apontou que 70% dos bancos pesquisados acreditam no corte da Selic, atualmente em 15%, no encontro do Copom (Comitê de Política Monetária) de março.

Já em 2027, a Selic deve ficar em 10,50%, conforme projeção do boletim Focus. Para 2028, a projeção dos economistasfoi elevada a 10%.

Referente à taxa de câmbio, a projeção dos economistas para o fim deste ano e do próximo é R$ 5,50, sendo R$ 5,52 para 2028.

O crescimento do PIB brasileiro, por sua vez, deve ser de 1,80% em 2026 e em 2027. Já em 2028, a projeção para o crescimento econômico é de 2%, conforme as previsões compiladas pelo BC.

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