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    Mercado global de maconha legalizada movimenta R$ 175 bilhões por ano

    Tendência é que arrecadação com a comercialização da droga ultrapasse os R$ 300 bi até 2027, segundo a BDSA, líder no segmento de pesquisas de cannabis legalizada

    Relatório sobre o uso de drogas da ONU estima que 70% dos usuários de cannabis são homens e 30% mulheres
    Relatório sobre o uso de drogas da ONU estima que 70% dos usuários de cannabis são homens e 30% mulheres Getty Images/Cavan Images

    Gabriel Garciada CNN Brasília

    O mercado global de maconha legalizada já movimenta cerca de R$ 175 bilhões por ano, segundo dados da empresa americana BDSA, uma das principais no segmento de pesquisas sobre a cannabis.

    Em relatório publicado em 2023, os pesquisadores afirmam que a tendência é que o mercado movimente R$ 300 bilhões anualmente até 2027.

    Com a droga sendo legalizada em diversos estados nos Estados Unidos, a maior economia do mundo deve liderar essa crescente nas vendas, segundo os pesquisadores.

    O estudo destaca que o mercado fora dos EUA e Canadá deve movimentar R$ 35 bilhões até 2027, puxado, principalmente, pela Alemanha.

    “Os novos mercados de uso adulto na Alemanha e no México são os principais impulsionadores do crescimento global, e espera-se que os atuais programas limitados de cannabis medicinal se expandam, principalmente na União Europeia e na América Latina”, afirmou o estudo.

    Dados da Organização das Nações Unidas (ONU), estimam que aproximadamente 150 milhões de pessoas no mundo fazem uso da droga, representando 2,5% da população mundial.

    O mais recente relatório sobre o uso de drogas da ONU ainda estima que 70% dos usuários de cannabis são homens e 30% mulheres.

    Julgamento STF

    O julgamento que ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, não tem relação com o mercado de cannabis. A discussão na Suprema Corte é sobre a descriminalização do porte da maconha para consumo pessoal e a definição de critérios objetivos para diferenciar traficante e usuário.

    Todos os ministros são favoráveis de fixar um parâmetro objetivo para diferenciar usuário e traficante. A Lei de Drogas em vigor não faz essa distinção.

    Até o momento, a proposta com mais adesões (quatro votos) estabelece que as pessoas flagradas com até 60 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas sejam presumidas como usuárias.

    O julgamento do tema se arrasta no STF desde 2015. A discussão foi retomada pelos ministros em 2023 e tem provocado ruídos e divergências com o Congresso.

    Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que criminaliza a posse e o porte de quaisquer entorpecentes e drogas foi aprovada na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

    A PEC das Drogas ainda deve passar por uma comissão especial e pelo plenário da Câmara. O texto já foi aprovado pelo Senado.