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    Mercado teme que Bolsonaro adote populismo econômico de olho em Lula em 2022

    Economistas acreditam que dualidade entre direita e esquerda reduz chance de agenda reformista

    Fernando Nakagawada CNN

     A possibilidade de uma disputa entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022 pode mudar completamente o cenário econômico. Para analistas e economistas, o principal risco é o Brasil ter a adoção de políticas populistas como o primeiro movimento da disputa eleitoral do próximo ano.

    Após consultar mais de uma dezena de analistas e economistas do mercado financeiro, fica clara a onda de cautela e aversão ao risco gerada pela decisão de Edson Fachin. Mais cedo, o ministro do Supremo Tribunal Federal anulou, em decisão monocrática, as condenações do ex-presidente Lula definidas pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Lava Jato.

    Para o mundo econômico, preocupa principalmente a perspectiva de que a disputa eleitoral de 2022 seja novamente polarizada entre Bolsonaro –como candidato da direita– e Lula –como candidato opositor, da esquerda. Esse cenário, dizem economistas, reduz muito a chance de vitória de um candidato de centro com agenda reformista. Esse cenário, por si só, seria suficiente para gerar pessimismo para os investidores. 

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) (08.mar.2021)
    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) (08.mar.2021)
    Foto: Reprodução/CNN

    No atual cenário, porém, há outra preocupação –talvez mais urgente– e de curto prazo: a possibilidade de adoção de medidas populistas do atual governo de olho nas eleições do próximo ano. O temor, dizem analistas, é que essa dualidade possível em 2022 vire incentivo para que Bolsonaro adote abertamente políticas populistas, como ampliação do auxílio emergencial ou a intervenção mais forte na política de preços de tarifas públicas.