Pressionado por bancos, Ibovespa recua; dólar fecha em alta de 0,3%

Investidores ainda repercutem proposta do governo de taxar em 20% dividendos distribuídos pelas empresas de capital aberto

Thâmara Kaoru e Leonardo Guimarães,
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O Ibovespa fechou em leve queda no pregão desta terça-feira (29) com pressão das ações de bancos enquanto investidores olham com preocupação para a reforma tributária. O índice recuou 0,08%, para 127.327 pontos.

No mercado de câmbio, o dólar ganhou força e subiu 0,29% ante o real, para R$ 4,9431, com a disseminação da variante Delta do coronavírus acendendo o sinal de alerta sobre a recuperação econômica global. 

No mercado acionário, destaque para a queda dos bancos, com investidores ainda preocupados com a taxa de 20% sobre dividendos e o fim do juros sobre capital próprio para remunerar acionistas. 

As ações do Itaú (ITUB4) caíram 1,38%, enquanto Bradesco (BBDC4) recuou 0,84% e Santander (SANB11) caiu 0,6%. 

O contrapeso do pregão foram as ações ligadas ao minério de ferro, que se recuperaram da queda de ontem. CSN (CSNA3) avançou 4,1%, Weg (WEGE3) subiu 2,06% e Vale (VALE3) teve valorização de 1,73%. 

Nesta terça-feira, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou o reajuste de 52% na bandeira tarifária 2. 

Também nesta terça, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) de junho, que variou 0,6% contra 4,1% em maio. Com o resultado, o índice, que é conhecido como inflação do aluguel, avançou 35,75% em 12 meses.

Lá fora

O índice Nasdaq fechou em uma máxima recorde nesta terça-feira, apoiado por Apple e outras ações de tecnologia, após um relatório positivo sobre a confiança do consumidor nos Estados Unidos.

O Dow Jones terminou em alta de 0,03%, a 34.292 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,03%, a 4.291 pontos, e o Nasdaq Composite avançou 0,19%, a 14.528 pontos.

As ações europeias fecharam em alta após dados mostrarem que o sentimento econômico melhorou acentuadamente em junho, enquanto a fabricante de roupas esportivas Adidas impulsionou o índice alemão após anunciar um novo plano de recompra de ações.

O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou com ganho de 0,3%, a 456,37 pontos. O sentimento econômico da zona do euro atingiu uma máxima de 21 anos em junho, com um programa de vacinação constante permitindo a reabertura de várias economias neste ano.

Embora os dados não tenham levado em consideração a nova e altamente contagiosa variante Delta do coronavírus, a melhora no sentimento levou investidores a comprar setores com maior probabilidade de se beneficiarem da recuperação econômica.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira (29), de olho nessa variante.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,81% em Tóquio hoje, a 28.812,61 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,94% em Hong Kong, a 28.994,10 pontos, e o sul-coreano Kospi se desvalorizou 0,46% em Seul, a 3.286,68 pontos.

Na China continental, o dia também foi de perdas: o Xangai Composto cedeu 0,92%, a 3.573,18 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto registrou queda de 0,91%, a 2.441,26 pontos. Exceção na Ásia, o Taiex garantiu alta marginal de 0,04% em Taiwan, a 17.598,19 pontos.

Além disso, os investidores ficavam de olho em pronunciamentos de dirigentes regionais do Federal Reserve nesta terça-feira, em meio a expectativas sobre um importante relatório de emprego dos EUA, que será divulgado na sexta-feira e tem "forte influência nos rumos da política monetária do país", disse Gomes da Silva.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

 

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