Mineração: Executivos defendem IA aliada à inteligência humana em barragens

Discussão aconteceu no evento Eloos, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (22)

Sofia Kercher, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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A Inteligência Artificial já é parte dos processos das empresas de mineração do país. Mas, segundo executivos do setor, ela só funciona graças à sua parceria (e subordinação) à inteligência humana.

A discussão aconteceu no evento Eloos, em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, nesta segunda-feira (22). O evento é organizado pelo Grupo Itatiaia em parceria com a CNN Brasil.

"Na mineração, precisamos monitorar as barragens 24 horas por dia, sete dias na semana. A IA torna o processo mais eficiente e deixa o ser humano agir no que ele é realmente bom: entender quando o que máquina identificou é, de fato, uma emergência", afirmou Victor Salles, especialista em IA da Proteus Academy.

Otto Levy, CEO da CSN Mineração e ex-secretário de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, adiciona que a IA "permite monitoramento sobre barragens, sobre pilares de construção e sobre poeira, que são reflexos inerentes da atividade de mineração. Esses podem ser medidos, monitorados e minimizados".

Para os especialistas, por vezes, o setor de mineração é visto erroneamente como analógico. Mas o Brasil já lidera a transformação global na narrativa, dado que tem uma indústria altamente tecnológica.

"Talvez pelos acidentes, a mineração brasileira tem acelerado o desenvolvimento de tecnologia e sustentabilidade de maneira genuína", reflete Rafael Bitta, vice-presidente executivo técnico da Vale.

"O Brasil acaba sendo vendido pelos acidentes. Precisamos vender o que aprendemos com eles", finaliza.

"Quando eu me formei, a recuperação nas minas era 15%. Hoje, é 85%. Nós recirculávamos 0% de água; hoje, chega a 95%. A IA traz não somente segurança, como também otimização", adiciona Fernando Coura, membro do Conselho da Petrobras.

"Apesar disso, a inteligência artificial só existe se houver inteligência humana. Atrás da IA's negativas, teremos resultados negativos", pondera Coura.

"Inovação vai além de tecnologia. Começa com adicionalidade e melhoria nos processos", finaliza Argeu Géo Filho, vice-presidente de operações da Itaminas.

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