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    Brasil é um “solo fértil” para investimentos, diz secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

    Em seminário do Ministério de Minas e Energia e BNDES, Pietro Mendes afirmou que país tem segurança jurídica e estabilidade regulatória

    Linhas de transmissão de energia da hidrelétrica de Guri, na Venezuela
    Linhas de transmissão de energia da hidrelétrica de Guri, na Venezuela 26/02/2010REUTERS/Jorge Silva

    Da CNN

    em São Paulo

    O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizaram nesta quarta-feira (24) um seminário sobre transição energética.

    No encontro, estiveram presentes representantes da Petrobras, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Pré-Sal Petróleo (PPSA) e do BNDES.

    Durante o seminário, o secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Mendes, destacou que o Brasil é um “solo fértil” para investimentos, e disse que o país possui segurança jurídica e estabilidade regulatória, econômica e social.

    Ele afirmou ainda que o MME apoia o relatório do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) a respeito do projeto de lei (PL) do programa Combustível do Futuro.

    “Nossa posição aqui como Poder Executivo é apoiar o relatório que foi feito pelo deputado Arnaldo Jardim, que foi feito em alinhamento com a Casa Civil, e a posição de governo é que a gente consiga avançar no PL do combustível do futuro”, disse.

    Pietro destacou que foi aprovado, na Câmara dos Deputados, o envio do projeto junto ao presidente Lula, em um lançamento no Palácio do Planalto.

    Já a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa, destacou que, se o Brasil não combater o desmatamento ilegal até 2028, o país não conseguirá cumprir o Acordo de Paris.

    “O mundo é binário para o Brasil: zerou o desmatamento ilegal até 2028, a gente cumpre o Acordo de Paris. E mais do que isso, o Brasil pode ser carbono negativo antes de 2040 se a gente agir acima do nosso padrão de emissão”, disse.

    Segundo ela, o petróleo do Brasil “desloca” o petróleo de outros países do ponto de vista de emissão de carbono.

    “Se a gente para de produzir e se a gente não abre novos campos, a partir de 2030 nossa produção começa a decrescer e a gente vai ter que importar um petróleo mais intensivo em carbono no escopo 1 e 2 .[…] Produzir petróleo no Brasil é contribuir para a descarbonização do mundo”, acrescentou.