Ministério realoca recursos próprios para evitar paralisação da ANTT

Com congelamento de R$ 31,3 bilhões anunciado no final de maio, prestação de serviços das agências tem sido impactada

Vitória Queiroz, da CNN, Brasília
Compartilhar matéria

Diante do congelamento orçamentário que vem impactando os serviços das agências reguladoras, o Ministério dos Transportes informou que vai aportar R$ 20 milhões do próprio orçamento para recompor o caixa da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Os recursos serão repassados de forma escalonada até agosto.

Outros R$ 10 milhões já foram aportados do orçamento do Ministério dos Transportes para recompor parcialmente o caixa da agência neste ano.

“Estamos fazendo uma reorganização orçamentária para garantir que nada pare. Nosso foco é manter o funcionamento das estruturas essenciais e o apoio à ANTT”, diz o ministro dos Transportes em exercício, George Santoro, em nota.

A agência informou que o valor referente ao bloqueio e ao contingenciamento é de R$ 74 milhões, o que representa 24% do orçamento previsto para o exercício deste ano. Além dos contratos de mão de obra terceirizada, outros contratos relacionados a serviços, fornecimento de bens e manutenção também passarão por ajustes.

"Essas medidas têm como objetivo garantir a sustentabilidade econômico-financeira da instituição e a continuidade da prestação dos serviços públicos. A ANTT está buscando se adaptar as restrições orçamentárias da melhor forma possível, visando atender às demandas e minimizar os impactos negativos", disse a agência em nota enviada à CNN.

Além da ANTT, também tiveram seus serviços impactados pelos cortes a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil).

Para assegurar o cumprimento da meta fiscal de 2025, o governo federal anunciou em maio o congelamento de gastos da ordem de R$ 31,3 bilhões, além do aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Como o decreto que elevava o imposto foi derrubado pelo Congresso Nacional, a equipe econômica já avalia a necessidade de cortes adicionais.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais