Ministro do Trabalho diz ser possível aprovar fim da 6x1 em ano de eleição

Luiz Marinho avalia que há margem para migrar para jornada máxima de 40 horas semanais

Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília
Compartilhar matéria

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou ser possível aprovar o fim da escala 6x1 em um ano eleitoral. Em entrevista ao programa Bom dia, Ministro nesta quarta-feira (7), o ministro disse que a atual jornada de trabalho é "cruel", especialmente para mulheres.

"Asseguro que é plenamente possível fazer. É plenamente possível dizer a toda atividade econômica do Brasil que é possível acabar com a 6x1 mantendo as necessidades econômicas do país", afirmou.

Para assegurar a votação da proposta antes das eleições, Marinho disse ser necessário uma mobilização nacional dos trabalhadores, de modo a pressionar o Congresso Nacional. Há dois textos sobre o tema em tramitação no Legislativo.

Em dezembro, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou a proposta que prevê que a duração da jornada de trabalho seja de até oito horas diárias e 36 horas semanais distribuídos em até cinco dias por semana. O texto aguarda análise do plenário da Casa. 

Na Câmara, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) número 8 de 2025 sugere a redução da jornada máxima de trabalho para 36 horas semanais, em 4 dias por semana. O texto está em discussão em uma subcomissão especial criada para discutir o tema na Casa. 

Na avaliação de Luiz Marinho, há margem para reduzir a jornada máxima de trabalho no Brasil para 40 horas semanais, com o fim da escala 6x1. O ministro destacou que as particularidades de cada setor devem ser discutidas em acordo coletivo com os sindicatos das categorias. 

“Não vejo o Brasil caminhar rapidamente para 36 horas semanais. Falar de 44 para 36 em uma tacada só não seria salutar e sustentável”, disse Marinho.

Durante a entrevista, o ministro do Trabalho também descartou que irá deixar o governo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Atualmente, Marinho está licenciado do cargo de deputado federal.

 

Acompanhe Economia nas Redes Sociais