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    Moody’s emite alerta sobre classificação de crédito da França após eleições antecipadas

    Presidente frances, Emmanuel Macron, convocou uma eleição legislativa inesperada

    Presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris
    Presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris 21/11/2023 REUTERS/Sarah Meyssonnier/Pool

    Reuters

    As eleições parlamentares antecipadas na França são negativas para a pontuação de crédito do país, alertou a agência de classificação Moody’s.

    “Essa eleição antecipada aumenta os riscos para a consolidação fiscal”, disse a Moody’s em um comunicado no final da segunda-feira, descrevendo-a como “negativa em termos de crédito” para a classificação Aa2 do país, que está um nível acima da pontuação equivalente da Fitch e da S&P Global.

    “A potencial instabilidade política é um risco de crédito, dado o quadro fiscal desafiador que o próximo governo herdará”, acrescentou, dizendo que a perspectiva atualmente “estável” do rating da França poderia ser cortada para “negativa” se as métricas de sua dívida piorarem ainda mais.

    “Um enfraquecimento do compromisso com a consolidação fiscal também aumentaria as pressões de crédito para baixo”, disse a Moody’s.

    O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou uma eleição legislativa inesperada na segunda-feira, após uma derrota contundente na votação para o Parlamento Europeu no fim de semana para o partido de extrema direita liderado por Marine Le Pen.

    A decisão inesperada de Macron, que equivale ao lançar de dados sobre seu futuro político, pode dar grande poder político à extrema-direita depois de anos à margem, e neutralizar sua Presidência três anos antes de seu término.

    A votação legislativa ocorrerá em 30 de junho, menos de um mês antes do início dos Jogos Olímpicos de Paris, com um segundo turno em julho.

    A Moody’s destacou que o ônus da dívida do país, que já está acima de 110% do PIB, é mais alto do que o de outros países com classificação semelhante e tem visto um aumento quase contínuo desde a década de 1970 devido a déficits orçamentários estruturais consistentemente grandes.

    A S&P Global rebaixou a classificação da França no início deste mês devido às mesmas preocupações, e a Moody’s sinalizou o que a levaria a fazer o mesmo.

    “A perspectiva e, em última instância, os ratings, poderiam passar a ser negativos se concluíssemos que a deterioração da acessibilidade da dívida — que medimos como pagamentos de juros em relação à receita e ao PIB — será significativamente maior na França do que em seus pares de rating”, disse.