Não defendo novas reformas da previdência, diz ministro da pasta
Wolney Queiroz quer mecanismos alternativos para lidar com o rombo da previdência, como acabar com isenções fiscais

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, se posicionou nesta quarta-feira (12) contra a realização de novas reformas no sistema previdenciário. Em entrevista ao programa "Bom dia, Ministro", da EBC, o chefe da pasta defendeu “medidas alternativas” para lidar com o rombo da previdência.
“Eu defendo que a gente encontre mecanismos que façam com que o sistema seja saudável sem a gente precisar fazer uma nova reforma. Um desses mecanismos é diminuir as isenções e renúncias fiscais que são grandes e dadas com muita facilidade para que a gente possa fazer com que esse dinheiro renda mais”, declarou.
A última reforma da previdência foi promulgada pelo Congresso Nacional em 2019. Entre as principais mudanças, está que quem entrar no mercado de trabalho se aposenta no mínimo aos 65 anos, se homem, e aos 62 anos, se mulher.
“Não sou defensor de novas reformas porque cada vez que se reforma a previdência, ou aumenta a alíquota, ou aumenta o tempo para se aposentar. Cada vez mais fica difícil para o trabalhador”, disse Wolney.
Fraude no INSS
Foi assinado nesta quarta-feira um termo aditivo ao acordo interinstitucional homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) que viabiliza o ressarcimento das vítimas de descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Dessa forma, foi prorrogado, por mais três meses, o período para os aposentados contestarem os descontos indevidos. O prazo, que se encerraria nesta sexta-feira (14), foi postergado até 14 de fevereiro de 2026.
De acordo com Wolney, não será realizada neste momento uma busca ativa pelos aposentados que ainda não solicitaram o reembolso dos descontos indevidos. A ideia é evitar que criminosos se passem por agentes do INSS para aplicar novos golpes.
O INSS já ressarciu cerca 3,7 milhões de aposentados e pensionistas que contestaram os descontos. O montante devolvido soma R$ 2,5 bilhões. Outros 1,1 milhão de segurados que contestaram os descontos estão aptos a requerer a devolução administrativa e já podem buscar os canais de atendimento do órgão previdenciário.


