No Brasil, gestão de risco precisa ser mais sofisticada, diz Lisboa
Economista participou de evento na capital paulista e destacou inseguranças institucionais e fiscais do país

O ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Marcos Lisboa defendeu, em evento na capital paulista nesta quinta-feira (17), que a gestão de riscos no Brasil precisa ser mais sofisticada que em outros países, devido a inseguranças institucionais e econômicas.
Durante o Avenue Connection 2025, o economista indicou que esta insegurança se reflete em tropeços da economia brasileira nos últimos 20 anos. No período, apresentou Lisboa, a renda do Brasil cresceu cerca de 18,6%, frente a 35,4% de países da OCDE (chamado “clube dos países ricos”) e 127% dos emergentes.
Em meio à estagnação, o ex-secretário destacou que são escassas as frentes em que avanços relevantes na produtividade foram percebidos. Ele mencionou experiências positivas com tecnologia e inovação no agronegócio e no sistema financeiro, com menção ao Pix.
Sobre caminhos dos quais o Brasil dispõe para avançar, Lisboa ainda ressaltou a dificuldade do país de ajustar suas contas e as dificuldades em cortar gastos e enxugar a máquina pública, visto regras constitucionais.
“Nosso gasto é engessado. Se fala muito em reforma administrativa, cortar Ministério. Podemos fazer reforma administrativa por vários motivos, para melhorar eficiência, mas não será possível cortar gasto de verdade”, disse.
Publicado por Danilo Moliterno


