"O momento não é adequado para mexer no ICMS", diz economista
Para Roberto Dumas, economista-chefe do Voiter, cenário internacional pode fazer com que projeto que reduz ICMS de combustíveis não tenha o efeito desejado
Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (27), o economista-chefe do Voiter, Roberto Dumas, afirmou que o momento não é o adequado para uma medida de redução da alíquota do ICMS para combustíveis e outros bens e serviços que passam a ser considerados essenciais.
"O momento não é o mais adequado, principalmente porque estamos em um ano eleitoral. Isso pode reduzir o preço dos combustíveis, mas tem que levar em consideração que a guerra na Ucrânia não acabou, e o preço do petróleo pode muito bem subir e todo esse alvoroço em cima do ICMS ser compensado com preço de paridade internacional e acabar não indo para a bomba", afirmou o economista.
O especialista também chamou a atenção para os efeitos que a medida causará nos caixas dos estados, que terão reduzida uma importante fonte de arrecadação.
"Então, você tira R$ 65 bilhões e R$ 83 bilhões dos cofres dos governos estaduais tentando fazer uma política para conter o aumento de preço, mas uma depreciação cambial que pode ocorrer com a saída de capital estrangeiro do país e o aumento do preço do petróleo, com o fim dos lockdowns na China, e essa política não tenha o efeito esperado", ressaltou.
(sob supervisão de Vinicius Tadeu)*


