O que acontece com Moraes após recuo dos EUA em Lei Magnitsky?

Mecanismo é utilizado pelos norte-americanos para aplicar sanções econômicas contra acusados de corrupção ou violações de direitos humanos

Da CNN Brasil
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Alexandre de Moraes, ministro do STF  • Rosinei Coutinho/STF
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A Lei Magnitsky é um mecanismo da legislação dos Estados Unidos que impõe sanções econômicas contra acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

No final de julho, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes foi feito alvo da lei. Os EUA apontavam que o magistrado estaria realizando uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), praticando censura e violando direitos humanos.

Nesta sexta-feira (12), Moraes foi retirado da lista de sanções da Magnitsky.

A medida permite que os EUA imponham sanções como o bloqueio de contas bancárias e de bens em solo norte-americano, além de ter o visto cancelado e ser proibido de entrar no país.

A lei proíbe também que instituições financeiras dos EUA forneçam ou mantenham qualquer serviço de crédito, incluindo cartões de crédito e débito, com o sancionado. Isso abrange bandeiras como Visa, Mastercard e American Express — sejam com emissão diretamente nos Estados Unidos ou via intermediários.

Uma vez fora da lista de restrições, o acesso de Moraes a esses serviços deve ser normalizado.

Como funciona a lei?

Para que a Lei Magnitsky seja utilizada, o presidente dos EUA deve apresentar provas de infrações ao Congresso norte-americano, o que pode incluir notificações extrajudiciais e provas de violação dos direitos humanos.

A lei prevê aplicação para agentes que reprimem denúncias de corrupção, limitam liberdades fundamentais e atuam contra eleições democráticas.

A legislação foi criada após a morte de Sergei Magnitsky, advogado russo que denunciou um esquema de corrupção envolvendo autoridades de seu país e morreu em uma prisão de Moscou, em 2009.

A aprovação da lei se deu em 2012, durante o governo de Barack Obama, contra oligarcas russos acusados de envolvimento com a morte de Sergei.

 

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