Para cobrir rombo, leilões dos Correios têm imóvel por R$ 16 mil
Estatal estima arrecadar R$ 1,5 bilhão com a venda de 60 propriedades; medida faz parte do seu plano de reestruturação
Os Correios vão vender imóveis abandonados como parte do seu plano de reestruturação financeira. Os primeiros leilões estão programados para os dias 12 e 26 de fevereiro, com a oferta inicial de mais de 20 imóveis cujos preços variam de R$ 16,3 mil a R$ 11,1 milhões.
Os certames em andamento contemplam imóveis localizados na Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo.
Nesta primeira etapa dos leilões, o imóvel mais barato custa R$ 16,3 mil e está localizado em Barcelona (RN). Já o mais caro é um prédio comercial situado em um bairro nobre de Fortaleza (CE), avaliado em R$ 11,1 milhões.
O portfólio inclui prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais. De acordo com a empresa, as alienações não trazem qualquer impacto à prestação de serviços à população.
Os demais ativos ociosos encontram-se em etapa de preparação para alienação. Ao todo, a estatal espera vender 60 imóveis para recompor o seu caixa. Os certames são 100% digitais, abertos a pessoas físicas e jurídicas.
Com a venda dos ativos, os Correios estimam arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro. Os recursos que serão direcionados ao fortalecimento das operações, à modernização da infraestrutura logística e à sustentabilidade de longo prazo da estatal.
No fim de 2025, a empresa anunciou a captação de R$ 12 bilhões em crédito para estancar a crise de caixa. Os recursos serão aplicados na recuperação da sustentabilidade financeira, na modernização operacional e no reposicionamento competitivo da estatal.
“A direção dos Correios segue focada na implementação do Plano de Reestruturação, que envolve ações coordenadas de curto, médio e longo prazos para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro, ampliar a eficiência operacional e assegurar um futuro sustentável para uma das mais importantes empresas públicas do país”, diz a empresa.


