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Black Friday supera Natal e impulsiona varejo em 2025, diz IBGE

De acordo com o levantamento, desempenho positivo do varejo em 2025 foi fomentado pela trégua da inflação em alguns meses do ano e a desvalorização do dólar ante o real

Daniela Amorim, do Estadão Conteúdo
Pessoa segura sacolas de compras em um shopping
O Índice de Confiança do Consumidor (CCI) mede o quanto os brasileiros estão otimistas ou pessimistas com a economia  • Jackyenjoyphotography / via Getty Images
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A queda de 0,4% no comércio varejista brasileiro em dezembro ante novembro foi decorrente de "uma Black Friday mais forte do que o Natal" no comércio no ano de 2025, avaliou Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio no IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

"Eventualmente, nas promoções de novembro no varejo, você consegue também fazer as compras para o Natal", apontou o pesquisador, sugerindo um movimento de antecipação de compras.

O recuo no volume vendido em dezembro sucedeu o pico histórico de vendas em novembro de 2025, adicionando assim o desafio de superar uma base de comparação bastante elevada, lembrou Santos.

"Dezembro tem efeito base (de comparação elevada). Novembro era o pico da série, é mais difícil conseguir mais crescimento em volume", disse Santos. "Temos fatores que contribuíram para o crescimento do comércio diante de uma base de comparação já alta. O varejo vinha de um ano muito forte em 2024", lembrou.

Entre os impulsos ao consumo no varejo, o pesquisador mencionou o mercado de trabalho aquecido, com aumento no emprego e a massa de renda em alta, além da expansão do crédito à Pessoa Física.

Outros elementos que ajudaram no desempenho positivo do varejo em 2025 foram a trégua da inflação em alguns meses do ano e a desvalorização do dólar ante o real, com impacto, sobretudo, na atividade de equipamentos de informática e comunicação.

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