Para OMC, acesso a vacinas e espaço fiscal são cruciais para retomada de países

Diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, lamentou a desigualdade na distribuição de vacinas pelo mundo, sobretudo na África, durante Conferência de Segurança de Munique

Gabriel Bueno da Costa, do Estadão Conteúdo
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A diretora-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, afirmou nesta sexta-feira (18) que os dois fatores mais importantes para a retomada econômica de qualquer país, neste momento, são o acesso a vacinas contra a Covid-19 e espaço fiscal.

A declaração foi dada durante painel da Conferência de Segurança de Munique.

Ngozi Okonjo-Iweala lamentou a desigualdade na distribuição de vacinas pelo mundo, com falta de imunizantes sobretudo na África, e lembrou o trabalho da OMC para tentar reduzir barreiras à comercialização de insumos médicos entre os países, em meio à pandemia.

Ela destacou a concentração em apenas alguns países na produção de insumos médicos e de vacinas.

Também presente no evento, David Malpass, presidente do Banco Mundial, disse temer que os países do G20 não estejam identificando as medidas a tomar a fim de lidar com o excesso de endividamento.

Outra integrante do painel, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou igualmente para a divergência no acesso a insumos de saúde.

"É crucial reduzir essa divergência, ou todos pagaremos um preço", alertou, citando a insegurança que perdura sobre novos riscos na pandemia e também a perda de potencial para desenvolvimento econômico.

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