Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem menos do que o esperado

Economistas previam 205 mil pedidos para a última ⁠semana

Lucia Mutikani, da Reuters, em Washington
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O número de americanos que entraram com pedidos de ​auxílio-desemprego aumentou menos do que ​o esperado na semana passada em meio a um número baixo de demissões, o que está ajudando a ancorar o mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 10 mil para 200 mil em dado com ajuste sazonal, na semana ⁠encerrada em 2 de ​maio, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (7). ​

Economistas consultados pela Reuters previam 205 mil pedidos para a última ⁠semana. O aumento reverteu parcialmente ⁠o declínio da semana anterior.

Dados do governo na ​terça-feira (5) ‌mostraram que havia 0,95 vaga de emprego para cada ⁠pessoa desempregada em março, contra 0,91 em fevereiro, o que é consistente com um mercado de trabalho estável.

Apesar de uma série de ‌anúncios ⁠de demissões ‌por parte de grandes empresas de tecnologia relacionadas à adoção de inteligência artificial para alguns cargos, os pedidos de auxílio ⁠permanecem abaixo de 230 mil ⁠este ano.

Economistas especularam que os trabalhadores de tecnologia demitidos provavelmente estavam recebendo ‌generosos pacotes de indenização.

Até o momento, empregadores anunciaram 300.749 cortes de pessoal este ano, 50% a menos do que no mesmo período de 2025. As empresas de tecnologia foram ‌responsáveis pela maior parte das demissões, com a IA sendo frequentemente citada como o motivo.

Ainda não há sinais de ⁠que um choque no preço do petróleo decorrente da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã esteja pesando ​sobre o mercado de trabalho.

Ainda assim, economistas alertaram sobre ​os riscos negativos, já que as interrupções no transporte marítimo no Estreito de Ormuz aumentam os preços das commodities, incluindo fertilizantes, produtos petroquímicos e alumínio.

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