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Petróleo a US$ 100 reforça caixa do governo e pode gerar déficit zero

Projeção do BTG Pactual é que essa faixa de preço do Brent, se consolidada no ano, geraria quase R$ 55 bilhões em receitas adicionais para o Tesouro

Daniel Rittner, da CNN Brasil
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A cotação do petróleo na casa de US$ 100 por barril, se for mantida ao longo do ano, teria efeito positivo sobre as contas públicas e poderia zerar o déficit primário em 2026.

Conforme cálculos divulgados pelo BTG Pactual, considerando a taxa de câmbio atual (R$ 5,20 por dólar), essa faixa de preço do Brent geraria uma arrecadação adicional de R$ 44,1 bilhões em royalties, participações especiais e tributos. Também elevaria em R$ 9,5 bilhões o repasse de dividendos da Petrobras à União.

 

 

Com isso, o déficit primário do governo central -- já levando em conta exceções ao arcabouço fiscal como o pagamento de precatórios e gastos com modernização das Forças Armadas -- iria para zero.

Hoje, o BTG Pactual estima um resultado negativo em torno de R$ 50 bilhões, o equivalente a -0,4% do PIB. A projeção considera o petróleo a US$ 65 por barril.

Os economistas do banco ponderam, no entanto, que a elevação do petróleo poderia gerar pressões por mais despesas do governo com o objetivo de compensar o aumento de custos de empresas e dos consumidores.

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