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    Petróleo fecha em alta, mas amarga perdas com temor de recessão nos EUA

    Na New York Mercantile Exchange (Nymex), petróleo WTI para abril fechou em alta de 1,27% (US$ 0,96), a US$ 76,68 o barril

    Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 1,46% (US$ 1,19), a US$ 82,78 o barril
    Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 1,46% (US$ 1,19), a US$ 82,78 o barril 19/10/2022REUTERS/Angus Mordant/File Photo

    Laís Adriana, do Estadão Conteúdo

    O petróleo fechou em alta nesta sexta-feira (10) recuperando parte dos preços após três sessões consecutivas de perdas. Investidores encontraram alívio modesto, com o enfraquecimento do dólar no exterior e dados dos EUA corroborando a possibilidade de ritmo pouco menos agressivo no aperto monetário do Federal Reserve (Fed).

    Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 1,27% (US$ 0,96), a US$ 76,68 o barril, enquanto o Brent para maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 1,46% (US$ 1,19), a US$ 82,78 o barril. Na semana, as perdas foram de 3,76% e 3,55%, respectivamente.

    O petróleo abriu a sessão de hoje ampliando perdas de ontem, mas inverteu sinal após a divulgação do payroll dos Estados Unidos. O dado demonstrou uma desaceleração no salário médio por hora e aumento na taxa de desemprego. Analista da Oanda, Edward Moya avalia que investidores perceberam o dado como confirmação de que o ciclo de aperto monetário do Fed está “quase concluído”.

    Na semana, a perspectiva de que o Fed poderia acelerar o ritmo de altas dos juros e manter nível restritivo por mais tempo prejudicou os preços do petróleo, avalia a Capital Economics. O temor teria renovado preocupações sobre a demanda do óleo e derivados no país, considerando a possibilidade do aperto monetário gerar uma recessão.

    Além disso, a Capital Economics observa que a queda nas importações e aumento das exportações da commodity pela China levanta preocupações sobre a demanda doméstica. Contudo, a consultoria projeta que as importações devem subir novamente devido ao “ressurgimento” das viagens domésticas no país.

    Já o Commerzbank destaca que sinais do término do “boom” de produção petrolífera nos Estados Unidos pode facilmente criar gargalos no “equilibrado mercado de energia”, o que provavelmente pode ter um efeito de suporte para os preços no longo prazo.

    Nesta sexta-feira, a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, afirmou que sanções contra venda de petróleo do Irã para a China “provavelmente não foram inteiramente eficientes” e informou que o governo estaria estudando como “aplicar melhor” as restrições.

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