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    Pietro Mendes é reeleito na presidência do conselho da Petrobras

    Secretário é ligado ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

    Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro
    Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro 16/10/2019REUTERS/Sergio Moraes

    Daniel Rittnerda CNN em Brasília

    O secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Mendes, foi reeleito na presidência do conselho de administração da Petrobras nesta quinta-feira (25).

    Pietro é um dos principais aliados do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, dentro do Conselho de Administração da Petrobras. Nas últimas semanas, Silveira vem travando embates com o CEO da companhia, Jean Paul Prates.

    O secretário tinha sido afastado do cargo pela Justiça Federal de São Paulo no último dia 11 de abril, após o juiz da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo atender a uma ação popular promovida pelo deputado estadual Leonardo Siqueira (Novo-SP) de que a nomeação do secretário feria a Lei das estatais e o estatuto da estatal.

    Mas ele retornou ao cargo dias depois, por uma decisão do Tribunal Regional Federal da Terceira Região.

    Na ocasião, o desembargador Marcelo Mesquista Saraiva atendeu recurso da Advocacia Geral da União (AGU). Ele disse que o afastamento das funções e suspensão de salário poderia comprometer a “subsistência” de Mendes.

    Por outro lado, a assembleia aprovou Rafael Dubeux, atualmente secretário-executivo adjunto do Ministério da Fazenda, indicado pelo ministro de sua pasta, Fernando Haddad, em movimento que poderá contribuir com o equilíbrio de forças no colegiado.

    Além de Dubeux, que entrou no lugar de Sergio Machado Rezende, a assembleia alterou apenas mais um conselheiro, que representava os minoritários.

    A assembleia elegeu Jeronimo Antunes como novo conselheiro indicado pelos acionistas preferencialistas, com a saída de Marcelo Mesquita, que não poderia concorrer mais por uma reeleição.

    A indicação de Haddad veio após o conselho ter decidido por reter, inicialmente, em março, 100% dos dividendos extraordinários possíveis, contra uma proposta da diretoria executiva liderada por Prates, que defendia 50%. O caso foi o catalizador de mais um embate entre o CEO da Petrobras e o ministro Silveira.

    No meio da crise, foi cogitada a demissão do presidente-executivo, que por decisão do presidente Lula permanece no cargo.

    Nesta quinta-feira, porém, o governo reapresentou e aprovou em assembleia a distribuição de dividendos conforme a diretoria de Prates recomendou, após o conselho entender em um segundo momento que a distribuição dos 50% dos dividendos não comprometia as finanças da Petrobras.

    A composição do conselho de administração da Petrobras permaneceu com seis indicados pelo governo federal, quatro pelos acionistas minoritários e um pelos empregados da empresa.

    Durante a assembleia, José João Abdalla Filho, que foi reeleito conselheiro da empresa por indicação dos minoritários e é o principal acionistas individual da companhia, pediu a palavra para elogiar a gestão de Prates e a “sua maravilhosa diretoria”.

    “Neste ano, com a condução que ele (Prates) deu à companhia, houve uma valorização enorme. Além de parabenizar, eu quero mais agradecer. Agradecer ao presidente Jean Paul, na qualidade de acionista, que ele tem tratado muito bem”, afirmou, ao participar da reunião pelo meio digital.

    Mais cedo, na assembleia, os acionistas aprovaram remuneração total aos acionistas referente ao exercício de 2023 de R$ 94,3 bilhões, incluindo R$ 21,9 bilhões em dividendos extraordinários.

    Com informações da Reuters.

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