PMI: atividade empresarial da zona do euro cresce em menor ritmo em janeiro

Sentimento melhorou desde que o presidente Donald Trump recuou em relação às tarifas adicionais que havia ameaçado ​impor a oito países europeus ⁠como alavanca para tomar a Groenlândia

Indradip Ghosh, da Reuters
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A atividade empresarial da zona do euro expandiu mais lentamente do que o ⁠esperado neste mês, com o crescimento mais fraco ‍no setor de serviços compensando a contração mais branda da indústria, de acordo com uma pesquisa, enquanto as pressões sobre os preços aumentaram.

O bloco de moeda comum começou o ano com um tom mais fraco, mas o sentimento melhorou desde quarta-feira (21), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recuou em relação às tarifas adicionais que havia ameaçado ​impor a oito países europeus ⁠como alavanca para tomar a Groenlândia.

O PMI (Índice de Gerentes de Compras) Composto ‌preliminar do HCOB para a zona do euro, compilado pela S&P Global, manteve-se em 51,5 este mês, mas ficou aquém da previsão ⁠de 51,8 em pesquisa da Reuters.

Ele permaneceu acima do nível ‌de ‍50,0, que separa crescimento de contração, pelo 13º mês consecutivo.

"A recuperação ainda parece bastante ‍fraca... O crescimento econômico geral permanece inalterado. Olhando para o futuro, o baixo crescimento no volume de novos pedidos certamente não é um fator de mudança. Em vez disso, o início do ⁠novo ano aponta para mais do mesmo nos próximos meses", disse Cyrus de la Rubia, economista-chefe do Hamburg Commercial Bank.

O volume de novos pedidos aumentou pela taxa mais fraca desde setembro e os novos ‌negócios de exportação contraíram pelo ritmo mais rápido ​em quatro meses, sugerindo que a demanda permaneceu fraca de modo geral. As empresas fecharam vagas de trabalho ⁠pela primeira vez desde setembro.

O PMI de serviços desacelerou para uma mínima recorde de quatro meses de 51,9, de 52,4 em dezembro, abaixo da previsão de 52,6 na pesquisa da Reuters.

A atividade industrial contraiu novamente, mas em um ritmo mais lento. O PMI do setor subiu para 49,4 este mês, de 48,8 em dezembro, acima da previsão de 49,1.

As pressões gerais sobre os preços se intensificaram, com os custos de ⁠insumos aumentando pela taxa mais rápida desde fevereiro e os preços da produção aumentando pelo ritmo mais rápido em quase dois anos.

"É provável que os membros do BCE se sintam ⁠validados em manter as taxas de juros em seus níveis atuais. Alguns dos membros mais hawkish podem até argumentar que o próximo movimento deve ser para cima e não para baixo", acrescentou de la Rubia.

Ainda assim, o otimismo em relação à atividade futura subiu para o nível mais alto desde maio de ​2024.

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