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Políticas do governo compensam efeito do juro no PIB, diz secretário à CNN

Reforma do IR e medidas voltadas ao crédito imobiliário vão impulsionar atividade econômica, segundo Guilherme Mello, da Fazenda

Danilo Moliterno e Victor Irajá, da CNN Brasil
Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello  • Reprodução
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O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou em entrevista ao CNN Money, nesta sexta-feira (14), que políticas estabelecidas pelo governo federal compensam os efeitos negativos que os juros altos levam à atividade econômica do país.

Enquanto a Selic a 15% ao ano puxa o PIB para baixo, impulsionam a atividade econômica medidas como a reforma do imposto de renda e políticas recentemente lançadas para crédito imobiliário — como os programa de reformas de moradias e de financiamentos para a classe média.

"A reforma melhora a distribuição de renda. E isso tem um efeito sobre consumo, sobre o acesso a crédito, sobre a produção e oferta de serviços. Fora outras políticas que vão entrar em operação: o novo crédito imobiliário, assim como o programa de reformas habitacionais", disse.

"Esse conjunto de políticas, de alguma forma, compensa os efeitos de retração da política monetário. Assim, esperamos para o ano que vem um crescimento similar ao deste ano", disse.

Mesmo com o juro em patamar restritivo, a Fazenda projeta que o PIB crescerá 2,4% em 2026. A expectativa de avanço da atividade econômica neste ano foi reduzida para 2,2%.

Os números estão no Boletim Macrofiscal de novembro, divulgado na quinta-feira (14).

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