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    Presidente do Fed de Atlanta diz estar aberto a cortes de juros mais cedo caso inflação caia mais rápido

    Bostic previa anteriormente cortes no segundo semestre deste ano

    Presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic
    Presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic 31/08/2023 - REUTERS/Esa Alexander

    Reuters

    O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, disse nesta quinta-feira (18) que está aberto a reduzir as taxas de juros dos Estados Unidos mais cedo do que havia previsto caso haja evidências “convincentes” nos próximos meses de que a inflação está caindo mais rapidamente do que ele esperava.

    Bostic havia dito anteriormente que esperava que seria apropriado cortar a taxa de juros de referência do banco central dos EUA no segundo semestre deste ano, mas ele disse nesta quinta-feira que, “se continuarmos a ver um acúmulo adicional de surpresas para baixo nos dados, é possível que eu me sinta confortável para defender a normalização antes do terceiro trimestre. Mas as evidências precisariam ser convincentes”.

    Bostic, em comentários preparados para serem apresentados em um evento patrocinado pelo Atlanta Business Chronicle, acrescentou, no entanto, que a situação geral enfrentada pelo Fed “exige cautela”.

    “Cortes prematuros nas taxas de juros poderiam desencadear um aumento na demanda que poderia iniciar uma pressão de alta nos preços”, disse ele. “Não queremos prejudicar o grande progresso que fizemos até agora, trazendo a inflação de volta à meta.”

    Bostic disse que espera que a medida de inflação preferida do Fed — o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) — caia para 2,4% este ano, ainda acima da meta de 2% do banco central, com as previsões obscurecidas por uma quantidade ainda excessiva de incerteza. A leitura do PCE foi de 2,6% em novembro.

    Os riscos incluem conflitos globais que, segundo Bostic, poderiam novamente emaranhar as cadeias de suprimentos e provocar uma inflação mais alta, bem como riscos domésticos decorrentes de disputas orçamentárias e eleições federais.