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Presidente do México diz que tarifas de Trump vão piorar inflação e gerar perda de empregos

As tarifas podem violar o Acordo Estados Unidos-México-Canadá, que os países assinaram em 2020, quando Trump era presidente

Da Reuters
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante cerimônia no Campo Militar 1, na Cidade do México, México 03/10/2024 REUTERS/Raquel Cunha
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante cerimônia no Campo Militar 1, na Cidade do México, México03/10/2024REUTERS/Raquel Cunha  • REUTERS
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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse nesta terça-feira (26) que enviará uma carta ao presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo diálogo e cooperação após a promessa do republicano de impor tarifas de 25% sobre os produtos de México e Canadá.

"Para uma tarifa virá outra e assim por diante, até colocarmos nossos negócios comuns em risco", disse Sheinbaum durante uma coletiva de imprensa, alertando que as tarifas causarão inflação e perda de empregos em ambos os países.

Sheinbaum acrescentou que enviará a carta ainda nesta terça.

Trump fez a promessa de impor tarifas na noite desta segunda-feira (25), culpando o México por não fazer mais para impedir a chegada de drogas ilícitas e imigrantes ilegais pela fronteira compartilhada pelos países.

As tarifas podem violar o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA, na sigla em inglês), que os países assinaram em 2020, quando Trump era presidente.

Sheinbaum disse que seu governo sempre demonstrou a disposição do México em ajudar a combater a epidemia de fentanil nos EUA e que as apreensões de imigrantes na fronteira estão diminuindo e que as caravanas não estão mais chegando à fronteira.

No entanto, Sheinbaum observou que grupos criminosos no México ainda estão recebendo armas dos EUA. Ela disse que os desafios compartilhados da região exigem cooperação, diálogo e compreensão recíproca.

"Nós não produzimos armas, não consumimos drogas sintéticas. Infelizmente, temos as pessoas que estão sendo mortas pelo crime que está respondendo à demanda em seu país", disse ela.

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