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Procurador do caso Master no TCU rejeita chance de reversão da liquidação

À CNN, subprocurador-geral do MP junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, aponta limite para atuação do Tribunal

Danilo Moliterno, da CNN, em São Paulo
Lucas Rocha Furtado
Lucas Rocha Furtado  • 30/05/2007 - J.Freitas/Agência Senado
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Subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) e responsável por provocar a Corte para apurar a atuação do BC (Banco Central) “no caso Master”, Lucas Rocha Furtado disse à CNN que não há condições para a reversão da liquidação extrajudicial.

“Há limites para a atuação de qualquer órgão. Se houver qualquer falha, o limite seria a punição à eventual omissão do Banco Central”, disse à reportagem.

O setor financeiro e outros segmentos da economia brasileira temem que a apuração do TCU resulte na reversão da liquidação extrajudicial, determinada pelo Banco Central em novembro do ano passado.

O presidente do TCU, Vital do Rêgo, informou na segunda-feira (5) que foi formalizada a autorização para a realização de uma inspeção no BC com o objetivo de apurar os procedimentos adotados na liquidação extrajudicial.

O trabalho será conduzido pela área técnica do órgão de controle externo, que, após a conclusão da análise, encaminhará seu posicionamento ao relator do caso, ministro Jhonatan de Jesus.

No dia 19 de dezembro, o ministro Jhonatan de Jesus determinou que o Banco Central apresentasse os fundamentos técnico-jurídicos que embasaram a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master.

Na última segunda-feira (29), o Banco Central encaminhou ao TCU resposta aos questionamentos relacionados ao caso. O relator, no entanto, seguindo entendimento da área técnica, avaliou que o BC não forneceu todas as informações consideradas necessárias para a análise do tribunal.

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