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    Produção industrial recua em 10 de 15 locais avaliados em janeiro, diz IBGE

    Na média global, a indústria nacional recuou 2,4% em janeiro ante dezembro

    Trabalhador em indústria siderúrgica em Ipatinga, Minas Gerais
    Trabalhador em indústria siderúrgica em Ipatinga, Minas Gerais 17/04/2018REUTERS/Alexandre Mota

    Rayane Rochada CNN*

    no Rio de Janeiro

    A produção industrial no país, em janeiro, caiu em 10 dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na passagem de 2021 para 2022, o setor teve queda de 2,4%. Os dados, medidos mensalmente pela entidade, foram divulgados nesta terça-feira (15).

    Em São Paulo, maior parque industrial do país, houve uma queda de 1%.

    O resultado negativo do início do ano vai na contramão do desempenho favorável registrado no último mês de dezembro, quando a indústria teve avanço de 3,9%. Porém, nos dois anos anteriores, a categoria também havia apresentado perdas consecutivas.

    Na análise mais recente, o Amazonas (-13%) apresentou o maior recuo. O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, chama atenção para os motivos que levaram o estado a ocupar o topo da tabela. “O Amazonas elimina quase toda a expansão verificada em dezembro, de 14,3%. O setor de bebidas, muito forte na indústria local, exerceu a principal influência negativa no resultado amazonense”, explica.

    Na sequência, Minas Gerais (-10,7%) e Pará (-9,8%) apareceram como os outros dois destaques negativos. “Nesse caso foi o setor extrativo que puxou o índice para baixo. O excesso de chuvas atrapalhou a operação de extração mineral, que é uma das principais atividades industriais do estado de Minas e também uma das principais do Pará”, reforça Almeida.

    Paraná (-5,1%), Pernambuco (-5%) e Ceará (-3,8%) também tiveram taxas negativas acima do resultado nacional de -2,4%.

    Por outro lado, o Mato Grosso foi a unidade federativa com maior crescimento no ramo, com 4% de expansão. “O Mato Grosso se destaca com o avanço no setor de alimentos, tendo sido a principal influência positiva no resultado nacional. O estado assinalou sua quarta taxa positiva consecutiva e acumula avanço de 37,6% no período”, aponta o especialista.

    O Espírito Santo teve a segunda maior alta, com 2,6% de aumento. Bahia (1,2%), Santa Catarina (0,9%) e Rio Grande do Sul (0,8%) completam a lista de indicadores positivos.

    Na média móvel trimestral, a indústria teve variação positiva de 0,1%. Já no período de 12 meses, o indicador acumula alta de 3,1%.

    *sob supervisão de Pauline Almeida