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    Queria Selic mais baixa possível, mas taxa estrutural do Brasil é muito alta, diz Campos Neto

    Presidente do BC ainda sinalizou que fiscal é um dos fatores que influenciam a taxa estrutural

    Fórum Esfera, realizado em Guarujá
    Fórum Esfera, realizado em Guarujá Cleber Martins

    Danilo Moliternoda CNN Guarujá

    O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que “queria taxa Selic mais baixa possível”, mas que taxa estrutural elevada do país impede cortes mais relevantes.

    A fala ocorreu durante o Fórum Esfera 2024, realizado em Guarujá, no litoral paulista, neste sábado (8).

    “A gente gostaria de ter uma taxa de juros mais baixa possível, mas nossa taxa estrutural é muito alta”, disse — antes de indicar que o cenário fiscal é um dos fatores que influenciam a taxa estrutural.

    Logo após a fala de Campos Neto, o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, cobrou o BC por cortes na Selic — que está hoje em 10,50% ao ano.

    Após mencionar feitos recentes do país em recomposição de reservas cambiais e seus superávits comerciais, Mercadante disse que “não existe razão para o Brasil ter a segunda maior taxa de juros real do planeta”.

    Mercadante cobrou o corte enquanto sentado imediatamente ao lado de Campos Neto. Também participaram da mesa Dario Durigan, secretário-executivo da Fazenda, Rubens Menin, fundador e presidente do conselho da MRV Engenharia, controlador do Inter e da CNN Brasil, Rubens Menin, Wesley Batista, acionista da J&F, e André Esteves, Chairman do BTG Pactual.