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Recado de Galípolo não foi para Faria Lima, dizem fontes em Jacarta

Presidente do Banco Central citou "período prolongado" de taxa de juros restritiva

Muriel Porfiro, da CNN Brasil, São Paulo
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo  • 02/04/2025REUTERS/Ueslei Marcelino
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A repercussão do discurso do presidente do Banco Central foi interpretada de maneira equivocada pelo mercado. Investidores brasileiros que estão em Jacarta, na Indonésia, argumentam nesta quinta-feira (23) que a fala de Gabriel Galípolo não foi para a Faria Lima e, sim, para empresários do país asiático. No Brasil, a citação sobre um "período prolongado" de aperto na política monetária gerou entendimento de comunicado dos próximos passos do BC.

"A economia brasileira vem passando por um ciclo de crescimento contínuo e ainda assim com nível de inflação que, apesar de fora da meta, o que demanda o Banco Central permanecer com uma taxa de juros num patamar elevado e restritivo por um período prolongado para que a gente possa produzir essa convergência, mas conseguindo combinar nível baixo de desemprego, crescimento positivo e inflação que está, olhando para níveis históricos, dentro de um patamar baixo", disse Galípolo no âmbito do Fórum Econômico Indonésia-Brasil.

 

Galípolo foi o único a falar sobre o cenário da economia brasileira durante o discurso, e o objetivo seria vender o país para novos investimentos.

"A inflação e expectativas seguem fora do que é a meta, isso é um ponto de bastante incômodo para o Banco Central, mas estamos falando de uma inflação que está num processo de redução e retorno para a meta em função de um Banco Central que vem se mostrando sempre bastante diligente e tempestivo no combate a qualquer tipo de processo inflacionário", afirmou.

O dólar abriu estável nesta quinta-feira a R$ 5,39 e o Ibovespa encerrou os leilões com alta de 0,86%, aos 146.118,86 pontos, puxado pelas petroleiras.

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