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    Reforma tributária deve exigir reformulação do IR e redução do imposto no consumo

    Projeto a ser votado no Congresso, que muda impostos sobre bens e produtos, determina que alterações na tributação sobre a renda seja apresentada em até 180 dias depois de sua promulgação

    Brasil tem uma tributação mais alta sobre o consumo e mais baixa sobre a renda, na comparação com outros países
    Brasil tem uma tributação mais alta sobre o consumo e mais baixa sobre a renda, na comparação com outros países Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Juliana Eliasda CNN

    Em São Paulo

    O projeto para a reforma tributária que está atualmente em debate no Congresso Nacional, que reformula o ICMS e outros impostos sobre o consumo, exige que uma segunda fase da reforma, voltada para impostos sobre a renda e o patrimônio, seja feita logo na sequência.

    O texto propõe também que todo o aumento de imposto ou de arrecadação que seja eventualmente conquistado por meio de mudanças nos tributos sobre a renda seja convertido diretamente para a redução dos impostos sobre o consumo e também sobre a folha de pagamento das empresas.

    As novas condições foram incluídas na atual reforma tributária e apresentadas pelo relator do texto na Câmara dos Deputados, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), nesta quinta-feira (22).

    A previsão do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), é que ele ainda passe por mais alguns ajustes junto a governadores e prefeitos para que possa ser definitivamente aprovado em julho.

    A nova versão apresentada por Ribeiro nesta quinta determina que o governo apresente seu projeto para esta segunda fase da reforma tributária, sobre a renda, em até 180 dias após a promulgação desta primeira.

    É a essa segunda etapa que devem caber temas como a tributação dos dividendos pagos a empresários e investidores, hoje isentos no país, e também a ampliação de faixas de isenção na tabela de imposto de renda, por exemplo.

    Como a reforma tributária está sendo feita por meio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC), se for aprovada como está, essa exigência ficará incluída na Constituição Federal, devendo ser cumprida.

    “Um tema bastante importante, que estamos colocando da Constituição Federal e que foi amplamente debatido, é a base da tributação do nosso país, sua distorção em relação à renda, o patrimônio e o consumo”, disse o relator durante apresentação da nova versão do texto nesta noite.

    Ele mencionou o fato de que o Brasil tem uma carga tributária mais alta sobre o consumo e mais baixa sobre a renda, quando comparado a outros países.

    Isso faz com que as classes mais baixas paguem proporcionalmente mais impostos do que os mais ricos.

    “Então, estamos colocando no substitutivo que a reforma da tributação da renda seja enviada ao Congresso Nacional em até 180 dias da promulgação da emenda e que o aumento de arrecadação com ela seja considerado para reduzir a tributação incidente sobre a folha de pagamento e também sobre o consumo de bens e serviços”, acrescentou Ribeiro.