
Reino Unido fala em foco no "crescimento interno" ao negar aporte ao TFFF
Embaixada Britânica indica, contudo, que vai explorar caminhos para mobilizar o setor financeiro privado do país para apoiar fundo de florestas
O Reino Unido não vai, neste momento, investir dinheiro no TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre). Ao justificar a negativa, a Embaixada britânica fala em foco no “crescimento interno”, segundo posicionamento obtido pelo CNN Money.
“No momento, o crescimento interno e a elevação do padrão de vida são o foco principal deste governo”, indica.
A embaixada sinaliza, contudo, que vai explorar caminhos para mobilizar o setor financeiro privado do país para apoiar o programa. Para a gestão do primeiro-ministro Keir Starmer, o TFFF é “uma inovação muito importante no financiamento florestal”.
“Estamos confiantes de que pode funcionar”, completa.
O país deu contribuições técnicas para a formulação do fundo — o que gerou expectativas de que os britânicos investiriam no fundo. No posicionamento, o Reino Unido se diz “orgulhoso” de ter colaborado para o TFFF.
Nesta quinta-feira (6), Noruega, Indonésia e Portugal anunciaram investimentos no TFFF: US$ 3 bilhões, US$ 1 bilhão e € 1 milhão, respectivamente.
O governo brasileiro mira terminar sua presidência na COP30, que vai até o final de 2026, com US$ 10 bilhões em investimentos de governos internacionais para o TFFF.
Antes, chegou a ser ventilada a possibilidade de obter US$ 25 bilhões em recursos públicos, que iriam alavancar outros US$ 100 bilhões em capital privado.
Após a COP29, de Baku, fixar o compromisso de países aportarem anualmente até US$ 1,3 trilhão em ações de combate às mudanças climáticas, a COP30 tem como um de seus desafios apontar a origem destes recursos. O TFFF é uma das apostas da presidência brasileira para este fim.


