Republicanos sinalizam que shutdown nos EUA não deve ser prolongado
Republicano do Missouri disse temer perder "força de negociação" contra os democratas nas próximas conversas sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna

Os republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deixaram claro nesta terça-feira (3) que, embora não pretendam impedir o avanço de um pacote para encerrar a paralisação parcial do governo federal, os parlamentares enfrentam uma batalha árdua para chegar a um acordo bipartidário que financie o Departamento de Segurança Interna (DHS) e reforme a aplicação das leis de imigração em duas semanas.
O deputado republicano Eric Burlison, membro do Freedom Caucus da Câmara, disse que pretende votar contra o projeto de lei, embora isso não impeça que ele seja votado no plenário.
“Há muitas emendas parlamentares que não consigo aceitar, mas não acho que precisem do meu voto para serem aprovadas. Há muitos democratas. Muitas das emendas que não posso apoiar são as que estão sendo incluídas pelos democratas”, declarou ele à CNN após a reunião da bancada republicana na Câmara.
O deputado republicano do Missouri disse temer perder "força de negociação" contra os democratas nas próximas conversas sobre o financiamento do Departamento de Segurança Interna, classificando como "insensato" aprovar um projeto de lei de duas semanas para manter o departamento em funcionamento enquanto os legisladores tentam chegar a um acordo.
"Acho que em duas semanas, teremos que acatar muitas das exigências dos democratas, porque não teremos poder de negociação", apontou ele, acrescentando que considera "bastante razoável" exigir que os agentes de imigração usem câmeras corporais.
A deputada Nicole Malliotakis, que representa o estado de Nova York, disse acreditar que algumas das exigências dos democratas para reformar o ICE são "razoáveis" e que "há uma possibilidade de chegarem a um acordo que permita proteger as forças policiais, a comunidade imigrante e a segurança pública".
No entanto, Malliotakis afirmou que o “maior obstáculo” é a falta de cooperação de prefeitos e governadores democratas com agentes federais.



