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Saldo das operações de crédito avança 0,4% em julho e soma R$ 6,7 trilhões

Saldo das operações de crédito avança 0,4% em julho e soma R$ 6,7 trilhões

Vitória Queiroz, da CNN, em Brasília
Notas de 100 reais
Notas de 100 reais  • José Cruz/Agência Brasil
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O saldo das operações de crédito do SFN (Sistema Financeiro Nacional) registrou expansão mensal de 0,4% em julho, quando totalizou R$ 6,7 trilhões. Os dados constam no relatório de Estatísticas Monetária e de Crédito do BC (Banco Central), divulgado nesta quarta-feira (27).

De acordo com a autoridade monetária, o resultado decorreu do incremento de 0,6% no crédito destinado às famílias (R$ 4,2 trilhões), que foi atenuado pela contração de 0,1% no crédito às empresas, que totalizou R$ 2,5 trilhões no mês.

Em 12 meses, o saldo das operações de crédito do SFN em julho registrou uma leve desaceleração. No mês passado, houve uma expansão de 10,7% ante ao avanço de 10,8% observado em junho.

Na comparação mensal, o crédito às pessoas jurídicas e o crédito às pessoas físicas registraram movimentos opostos. Em julho, houve aceleração no crédito às empresas (9,5%), enquanto o crédito às famílias desacelerou para 11,5%.

O saldo das operações de crédito com recursos livres, ou seja, com recursos negociados com o mercado, alcançou R$ 3,9 trilhões em julho. É um avanço de 0,2% no mês e um incremento de 9,4% em 12 meses.

O crédito livre para empresas somou R$ 1,6 trilhão em julho, com retração mensal de 1%, influenciada pelas reduções nas carteiras de desconto de duplicatas e outros recebíveis (-9,3%) e de capital de giro total (-0,6%). Já o crédito livre às pessoas físicas totalizou R$ 2,3 trilhões, alta de 1% no mês.

Segundo o BC, a expansão do crédito livre às famílias foi influenciada pelas operações de crédito consignado para trabalhadores do setor privado (+6,9%), modalidade na qual estão classificadas parte significativa das operações do programa Crédito do Trabalhador.

O Banco Central informou também que o saldo das operações de crédito direcionado – com recursos subsidiados por governos ou estatais – somou R$ 2,8 trilhões em julho, com avanços de 0,7% no mês e de 12,5% em 12 meses.

O crédito direcionado às empresas cresceu 1,5% no mês, quando somou R$ 973,3 bilhões, enquanto o destinado às pessoas físicas avançou 0,2% na comparação mensal, totalizando R$ 1,9 trilhão.

As concessões de crédito atingiram R$ 644,1 bilhões no mês passado. A taxa média de juros recuou para 31,4% ao ano. Nas operações com empresas, os juros ficaram em 21,6% a.a., enquanto nas operações pactuadas com as famílias, a taxa média de juros ficou em 35,9% a.a.

O spread bancário — que mede a diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação — alcançou 20,3 p.p., com retração de 0,2 p.p. no mês e incremento de 1,7 p.p. em doze meses.

Considerados os atrasos superiores a 90 dias, o percentual de inadimplência das operações de crédito situou-se em 3,8%. Representa um incremento de 0,2 p.p. no mês e de 0,6 p.p. em doze meses.

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