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Saldo das operações de crédito avança 0,6% em maio e soma R$ 6,7 trilhões

Banco Central divulgou o relatório das Estatísticas Monetárias e de Crédito nesta sexta-feira (27)

Vitória Queiroz, da CNN, Brasília
Notas de dinheiro
Notas de dinheiro  • Joel Santana/Pixabay
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O saldo das operações de crédito no Brasil avançou 0,6% em maio em comparação a abril. No mês, o estoque das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) somou R$ 6,7 trilhões. O Banco Central divulgou o relatório das Estatísticas Monetárias e de Crédito nesta sexta-feira (27).

De acordo com a autoridade monetária, o desempenho de maio de 2025 refletiu os incrementos de 0,8% no crédito às pessoas jurídicas e de 0,4% no crédito às pessoas físicas, com estoques totalizando R$ 2,5 trilhões e R$ 4,1 trilhões, respectivamente.

Na comparação com maio do ano passado, o crédito do SFN teve alta de 11,8%. Na mesma base de comparação, o crédito às empresas cresceu 10,9%, enquanto as operações com as famílias cresceram 12,3%.

Veja a trajetória:

  • Maio de 2025: R$ 6,7 trilhões;
  • Maio de 2024: R$ 6 trilhões;
  • Maio de 2023: R$ 5,4 trilhões.
  • Maio de 2022: R$ 4,9 trilhões;
  • Maio de 2021: R$ 4,2 trilhões.

O saldo das operações de crédito com recursos livres, ou seja, com recursos negociados com o mercado, alcançou R$ 3,8 trilhões em maio. É um avanço de 0,5% no mês e um incremento de 11% em 12 meses.

O crédito livre para empresas somou R$ 1,6 trilhão em maio, com avanço mensal de 0,5%. O crédito livre às famílias também subiu 0,5% no mês, quando totalizou R$ 2,3 trilhões.

O Banco Central informou também que o saldo das operações de crédito direcionado – com recursos subsidiados por governos ou estatais – somou R$ 2,8 trilhões em maio, com avanços de 0,7% no mês e de 12,9% em 12 meses.

O crédito direcionado às empresas somou R$ 951,3 bilhões, com incrementos de 1,3% no mês e de 15,3% em 12 meses. Já o destinado às pessoas físicas avançou 0,4% e 11,8%, na mesma ordem, alcançando R$ 1,9 trilhão.

As concessões de crédito atingiram R$ 636,5 bilhões no mês passado. A taxa média de juros atingiu 31,5% ao ano. Nas operações com empresas, os juros ficaram em 21,4% a.a., enquanto nas operações pactuadas com as famílias, a taxa média de juros ficou em 36,2% a.a.

O spread bancário — que mede a diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação — alcançou 20,2 p.p., com avanços de 0,3 p.p. no mês e 1,4 p.p. em 12 meses.

Considerados os atrasos superiores a 90 dias, o percentual de inadimplência das operações de crédito manteve-se estável em maio, situando-se em 3,5%. Em 12 meses, o indicador aumentou 0,2 p.p.

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