Saldo das operações de crédito avança 0,7% em abril, diz BC
Banco Central divulgou o relatório das Estatísticas Monetárias e de Crédito nesta quinta-feira (29)

O saldo das operações de crédito no Brasil avançou 0,7% em abril em comparação a março, somando R$ 6,6 trilhões. O Banco Central divulgou o relatório das Estatísticas Monetárias e de Crédito nesta quinta-feira (29).
Veja a trajetória:
- abril de 2025: R$ 6,5 trilhões;
- abril de 2024: R$ 5,9 trilhões;
- abril de 2023: R$ 5,4 trilhões.
- abril de 2022: R$ 4,8 trilhões;
- abril de 2021: R$ 4,1 trilhões.
De acordo com o Banco Central, o desempenho de abril é resultado dos avanços de 0,5% nas carteiras de crédito das pessoas jurídicas (R$ 2,5 trilhões) e de 0,8% para pessoas físicas (R$ 4,1 trilhões).
Nas operações de crédito com recursos livres, ou seja, com recursos negociados com o mercado, o saldo totalizou R$3,8 trilhões em abril.
O crédito livre para empresas recuou 0,5% no mês, somando R$ 1,6 trilhão, enquanto o crédito para famílias totalizou R$2,2 trilhões em abril, alta de 0,9% no mês.
O Banco Central informou também que o saldo das operações de crédito direcionado – com recursos subsidiados por governos ou estatais – totalizou R$2,8 trilhões, com altas de 1,1% no mês e de 13% em 12 meses.
Por segmento, o crédito direcionado às pessoas jurídicas teve alta de 2,1%, com saldo de R$937,2 bilhões. Já o crédito direcionado às famílias avançou 0,6%, totalizando R$ 1,9 trilhões.
Taxa de juros
A taxa média de juros das concessões de crédito aumentou 0,6 pontos percentuais (p.p.) em abril e 3,7 p.p. em 12 meses, situando-se em 31,7% ao ano. Nas operações com pessoas jurídicas, a taxa média alcançou 23,1% ao ano, enquanto a taxa média nas operações com pessoas físicas alcançou 35,8% ao ano.
De acordo com o Banco Central, as concessões de crédito somaram R$639,9 bilhões em abril.
O spread bancário – que mede a diferença entre as taxas médias de juros das operações de crédito e o custo de captação – alcançou 20,2 pontos percentuais.
O percentual de inadimplência das operações de crédito total, considerados os atrasos superiores a 90 dias, situou-se em 3,5% da carteira.


