Se país levar quebra de contrato ao limite, haverá colapso, diz presidente do BC
Campos Neto afirmou que o BC brasileiro "se antecipou relativamente" aos efeitos econômicos da pandemia, e garantiu que o sistema brasileiro está "sólido"

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu neste sábado (4) que as empresas mantenham seus contratos em vigor durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, se a quebra de contratos for levada ao limite, haverá um colapso na economia.
“É saudável para a economia manter contratos para que o capital continue girando. Do contrário, será danoso para economia”, disse Campos Neto em live organizada pela XP Investimentos.
O presidente do BC afirmou que o governo quer "colocar dinheiro na mão das pessoas para elas honrarem os contratos".
Sobre a linha de crédito para pequenas e médias empresas enfrentarem esse momento, Campos Neto disse que “o único fator que pode barrar o crédito para empresas é a inadimplência há mais de seis meses”.
Campos Neto afirmou que o BC brasileiro "se antecipou relativamente" aos efeitos econômicos da pandemia, e garantiu que o sistema brasileiro está "sólido."
"O Ministério da Economia tem se esforçado muito para implementar as medidas. Não estamos atrasados de forma alguma", afirmou.
Com Estadão Conteúdo