Se país levar quebra de contrato ao limite, haverá colapso, diz presidente do BC

Campos Neto afirmou que o BC brasileiro "se antecipou relativamente" aos efeitos econômicos da pandemia, e garantiu que o sistema brasileiro está "sólido"

Paula Brazão
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O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, defendeu neste sábado (4) que as empresas mantenham seus contratos em vigor durante a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, se a quebra de contratos for levada ao limite, haverá um colapso na economia.

“É saudável para a economia manter contratos para que o capital continue girando. Do contrário, será danoso para economia”, disse Campos Neto em live organizada pela XP Investimentos. 

O presidente do BC afirmou que o governo quer "colocar dinheiro na mão das pessoas para elas honrarem os contratos".

Sobre a linha de crédito para pequenas e médias empresas enfrentarem esse momento, Campos Neto disse que “o único fator que pode barrar o crédito para empresas é a inadimplência há mais de seis meses”.

Campos Neto afirmou que o BC brasileiro "se antecipou relativamente" aos efeitos econômicos da pandemia, e garantiu que o sistema brasileiro está "sólido."

"O Ministério da Economia tem se esforçado muito para implementar as medidas. Não estamos atrasados de forma alguma", afirmou.

Com Estadão Conteúdo

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