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    Se perder oportunidade de aprovar a reforma tributária, serão mais 10 anos de discussão, diz Haddad

    Na expectativa de dias cheios no Congresso na próxima semana, com pautas da equipe econômica no aguardo pela votação, ministro da Fazenda também se reuniu com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)

    Expectativa é de que Arthur Lira leve o tema para votação na primeira semana de julho
    Expectativa é de que Arthur Lira leve o tema para votação na primeira semana de julho Lula Marques/Agência Brasil

    Fernanda Trisotto e Amanda Pupo, do Estadão Conteúdo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (30) que o cenário para avanço da reforma tributária é auspicioso, com as divergências sobre a mudança no sistema sendo pacificadas. “Nós temos uma oportunidade que eu nunca vi se abrir. Se por um detalhe nós perdermos essa oportunidade, nós vamos ficar mais dez anos discutindo reforma tributária. Mais dez anos de baixa produtividade, de litígio tributário no judiciário”, afirmou o ministro.

    O texto da reforma tributária foi apresentado pelo relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), na semana passada.

    A expectativa é de que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), leve o tema para votação na primeira semana de julho. O texto final, porém, passará por alterações e os últimos dias estão sendo de negociações com setores e Estados para promover ajustes no texto.

    Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) já mostrou, Haddad vai participar diretamente da negociação dos pontos sensíveis.

    “Nós estamos quase lá né. Nós estamos num momento auspicioso assim que a gente pode dar um passo adiante. Óbvio que não há nada perfeito. Esse próprio sistema vai poder ser aperfeiçoado”, comentou o ministro.

    Na expectativa de dias cheios no Congresso na próxima semana, com pautas da equipe econômica no aguardo pela votação, o ministro da Fazenda se reuniu com Lira nesta sexta-feira, antes de viajar para passar o fim de semana em São Paulo.

    Além da reforma tributária, a previsão é de mais três projetos acompanhados pela Fazenda sejam votados pela Câmara na semana que vem: o arcabouço fiscal (alterado no Senado), a proposta que retoma o voto de qualidade do Carf e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

    Questionado se havia tempo hábil para todas essas pautas serem aprovadas, Haddad respondeu que sim. “Foi boa (a reunião com Lira). Tem agenda pesada na semana que vem, muita coisa para decidir, a gente programou a semana”, disse Haddad, reafirmando que a intenção é de votar a reforma tributária na semana que vem.

    Haddad ainda avaliou que o deputado federal Beto Pereira (PSDB-MS), relator do projeto do Carf, deve respeitar o acordo fechado entre o Executivo e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

    “Nós fizemos acordo com a OAB, e pelo que entendi do relator, acordo vai ser respeitado. Vamos aguardar a apresentação do texto, a intenção é pacificar, foi feito acordo, a OCDE se manifestou contra a lei atual, está suspenso nosso diálogo com OCDE em função disso. E mais que dobrou o número de processos no administrativo sem solução. Ninguém vota por causa da insegurança jurídica, vamos superar isso, estamos no caminho de superar isso”, concluiu o ministro.