Sem conseguir R$ 20 bilhões no mercado, Correios tentam "fatiar" empréstimo
Tratativas com bancos públicos e privados avançam; empresa precisa de pelo menos R$ 10 bilhões ainda em 2025

Os Correios têm encontrado dificuldades para obter, de imediato, os R$ 20 bilhões em crédito previstos no seu plano de reestruturação para “salvar a empresa”.
Fontes relataram à CNN Brasil que, com a proximidade de 2026, a empresa já avalia fatiar o empréstimo em mais de uma parcela. No entanto, a companhia postal precisa de pelo menos R$ 10 bilhões ainda em 2025.
Segundo interlocutores, os Correios negociam com bancos públicos e privados. Sem o dinheiro, a estatal não garante a continuidade total dos serviços no início do ano que vem.
Nesta semana, o novo presidente da empresa, Emmanoel Schmidt Rondon, teria se reunido com ministros do Palácio do Planalto para tratar das dificuldades financeiras enfrentadas.
De acordo com participantes do encontro ouvidos pela CNN Brasil, os Correios esperam ter, até o fim do mês, uma resposta sobre a captação dos recursos.
As quantias seriam necessárias para viabilizar até mesmo o novo PDV (programa de demissão voluntária), que integra o conjunto de ações do plano de reestruturação. Com a estratégia, os Correios esperam desligar, pelo menos, 10 mil funcionários.
O plano de reestruturação está estruturado em três eixos principais: redução de despesas, diversificação de receitas e o crédito de R$ 20 bilhões.
Se o PDV der certo, como os Correios imaginam, a expectativa é de economia de R$ 2 bilhões ao ano.
O TCU (Tribunal de Contas da União) irá acompanhar a execução do plano e a participação do governo federal na operação de crédito prevista, incluindo eventual envolvimento de bancos públicos. A ideia é que os empréstimos tenham garantias do Tesouro Nacional.
No primeiro semestre, os Correios registraram prejuízo de R$ 4,3 bilhões. O resultado negativo mais do que triplicou na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o rombo dos Correios havia ficado em R$ 1,3 bilhão.


