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    Serviços avançam 0,4% em novembro após três meses de queda, diz IBGE

    Setor quebra sequência de três meses no campo negativo, período em que acumulou perda de 2,2%, segundo Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo IBGE

    Três das cinco atividades monitoradas pelo instituto registraram alta no mês
    Três das cinco atividades monitoradas pelo instituto registraram alta no mês Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Da CNN*

    volume de serviços no Brasil registrou variação de 0,4% de outubro para novembro.

    Com o resultado, o setor quebra sequência de três meses no campo negativo, período em que acumulou perda de 2,2%, segundo Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Em relação ao mesmo mês do ano passado, o setor teve queda de 0,3%.

    A expectativa do mercado era de uma alta de 0,5% no mês e de queda de 0,2% na comparação anual, segundo pesquisa da Reuters.

    Três das cinco atividades monitoradas pelo instituto registraram alta: outros serviços (3,6%), profissionais, administrativos e complementares (1%) e serviços prestados às famílias (2,2%).

    O setor de serviços está 10,8% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 2,6% abaixo de dezembro de 2022, ponto mais alto da série histórica.

    De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, outros serviços foram impulsionados especialmente pelo aumento da receita das empresas de uso do dinheiro digital, como as de máquinas eletrônicas de cartões de crédito e débito.

    “Essa atividade não só impactou o resultado de outros serviços como também posicionou o setor de serviços como um todo no campo positivo”, diz o pesquisador.

    Na outra ponta, as duas atividades de maior peso no setor de serviços ficaram no vermelho. O volume dos transportes recuou 1,0% em novembro, marcando a quarta taxa negativa, com o transporte de passageiros em queda de 2,9% e o de cargas em alta de 0,6%.

    “Esse resultado foi influenciado especialmente pelo transporte aéreo, que caiu 16,1% em novembro, a retração mais intensa desde maio de 2022 (-18,6%)”, disse Lobo, citando aumento dos preços das passagens.

    Já os serviços de informação e comunicação, que representam cerca de 23% do total do setor, tiveram queda de 0,1%.

    O índice de atividades turísticas, por sua vez, teve queda de 2,4% em novembro sobre o mês anterior, marcando o segundo mês consecutivo de perdas e acumulando nesse período retração de 3,4%.

    Com esse resultado, o turismo está 2,2% acima do patamar pré-pandemia e 5,0% abaixo do ponto mais alto da série, de fevereiro de 2014.

    *Com Reuters